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ANP|WWF afirma que presidência portuguesa é “oportunidade única” para alimentação sustentável

A ANP|WWF [1] relembram que a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia [2] é uma “oportunidade central para Portugal assumir a liderança” e “implementar efetivamente” a “Estratégia do Prado ao Prato”, de forma a promover uma alimentação sustentável. “O papel da nova Política Agrícola Comum (PAC) e a Política Comum das Pescas (PCP) são instrumentos fundamentais para apoiar a transição para sistemas alimentares sustentáveis” afirma a associação, em comunicado. Estas declarações surgiram no âmbito do webinar “Desafios de uma agenda europeia para a Alimentação Sustentável”, organizado pela ANPlWWF.

Nessa sessão, o presidente da ANP|WWF, Francisco Castro Rego, refere que este a alimentação sustentável é um tema que está “na ordem do dia, não só porque corresponde a um problema importante e que todos reconhecem, como também existem agora ferramentas como a Estratégia do Prado ao Prato e as discussões sobre a nova PAC, que tornam esta questão ainda mais oportuna para discussão”.

O eurodeputado dos Verdes/ALE, Francisco Guerreiro, afirma que as estratégias (do Prado ao Prato e Biodiversidade) “são duas estratégias muito positivas e que encaminham o sistema alimentar para modos mais locais, sazonais, extensivos, biológicos e de produção e distribuição de alimentos. Isto é fundamental para combatermos os impactos das alterações climáticas num setor que é fundamental também para esta transição ecológica”.

O eurodeputado acrescentou que, na sua visão, ambas as estratégias foram condicionadas desde muito cedo, por alguns setores, que acabaram por influenciar os objetivos e metas das mesmas.

Modo de produção

Para o diretor da CAP, Luís Mira, os “agricultores são verdadeiramente ambientalistas ativos desde que tenham informação e formação para isso”. No que diz respeito à PAC, afirma esta é uma política central que beneficia todos os cidadãos europeus. Contudo, sublinhou que a decisão sobre o modo de produção pertence aos consumidores e não pode acontecer por imposição legal.

O food policy officer da ANP|WWF, Tiago Luís, discordou dessa ideia, referindo que “quem dita a tendência dos produtos que são disponibilizados nos supermercados são os mercados e não o próprio consumidor”, ancorando esta ideia em vários inquéritos e eurobarómetros que mostram que os cidadãos europeus têm vontade de alterar os seus hábitos de consumo, mas encontram inúmeras barreiras como o preço, falta de informação nos rótulos, etc.

Projeto Eat4Change

A coordenadora do projeto Eat4Change [3] em Portugal, Ana Gama, considera que “estamos a consumir mais do que o planeta consegue produzir e isto coloca-nos numa emergência global não só para a natureza, mas também para a nossa saúde.”

O projeto Eat4Change pretende promover a adoção de dietas sustentáveis nos jovens (na faixa etária dos 15-35 anos), mas procurando também trabalhar em conjunto com empresas e autoridades para que sejam adotadas práticas de produção mais sustentáveis.

A gravação deste webinar está disponível na página de Youtube [4] da ANP|WWF.