Consumo ético

Consumidores portugueses mostraram preocupação com os oceanos

Consumidores portugueses mostraram preocupação com os oceanos

Mais de 50% dos consumidores, que afirmaram ter mudado a alimentação para proteger o clima, defendem que, de modo a salvar o oceano, devemos consumir peixe e marisco provenientes de fontes sustentáveis. 73% afirma que as suas opções por produtos do mar podem marcar a diferença na saúde dos oceanos. Os dados são do estudo de Globescan do Marine Stewardship Council (MSC), MSC Consumer Insights 2022, que englobou mais de 25 000 consumidores de 23 países.

Quase metade dos inquiridos (44%) que referiram ter alterado a sua alimentação nos últimos dois anos fizeram-no por razões ambientais, entre as quais, o consumo de alimentos de fontes mais sustentáveis (23%) e a proteção dos oceanos (12%).

Dos consumidores que mudaram a sua alimentação para proteger o clima, 50% adquiriu mais peixe bem como marisco de origem sustentável em 2021 e mais de metade pretende, no futuro, comprar mais produtos do mar sustentáveis.

Os inquiridos com 55 ou mais anos são os consumidores mais preocupados com as questões dos oceanos e os consumidores com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos colocam-nas entre as três primeiras.

Relativamente a Portugal, o estudo revelou que 97% dos consumidores mostraram preocupação com os oceanos e ficaram divididos no que toca ao futuro ser positivo ou negativo. No entanto, 73% sentem capacidade para realizar mudanças através das suas opções por produtos do mar.

Já 94% dos consumidores portugueses defendem que as organizações independentes devem certificar os princípios de sustentabilidade levados a cabo pelas marcas de grande consumo.

Metade dos inquiridos encontra-se disposto a adquirir pescado de uma fonte sustentável, com quase um terço a revelar que realizou, no último ano, esta mudança. 84% dos consumidores portugueses pretende que as empresas coloquem mais informação sobre sustentabilidade nos seus produtos.

Para além disso, os inquiridos portugueses referiram o contributo das entidades de certificação para a proteção dos oceanos.