- Revista Sustentável - https://www.revistasustentavel.pt -

Consumo ético cresceu 25% em 2021 no Reino Unido

O consumo ético está cada vez mais no centro das preocupações dos consumidores europeus. Os gastos anuais com produtos éticos aumentaram no Reino Unido quase um quarto (23.7%) em 2021 face ao ano de 2020. Segundo o Co-op’s Ethical Consumerism Report, em termos de montantes, foi ultrapassada pela primeira vez, num ano apenas, o valor dos 100 mil milhões de libras neste ‘segmento’, que contabiliza produtos e investimentos ‘verdes’.

Para se ter uma ideia, segundo o site Retail Gazette, o valor gasto em produtos e serviços éticos aumentou para 61 mil milhões de libras, quase 30% a mais do que em 2019. O jornal da The Guardian estima que tenham sido gastos, em média, 2.189 libras por família, um aumento de 489 libras em relação ao ano anterior e mais do que o dobro do valor de 2010 (£ 1.028).

Assim, noutro particular, os consumidores estão também, de forma crescente, a incorporar preocupações éticas relacionadas com mudanças de dieta, sendo que os consumidores continuam crescentemente a optar por alimentos e bebidas vegetarianos e vegetais, gerando um aumento de 34% nas vendas, para quase 1,5 mil milhões.

O setor de revenda também teve um crescimento significativo, refletindo preocupações financeiras e ambientais. O mercado de roupas de segunda mão cresceu quase um quarto, atingindo 864 milhões de libras. As vendas de cosméticos éticos também aumentaram, subindo 11%, para quase mil milhões de libras, impulsionadas por uma mudança para compras online.

“O nosso Relatório de Consumo Ético é um barómetro do comportamento do consumidor e os compradores estão a aumentar a pressão para boicotar empresas que não agem com base em questões éticas ou sociais”, alertou Steve Murrells, executivo-chefe do Grupo Co-op.

“O relatório é um alerta para as marcas, sendo que estas devem trabalhar da melhor forma possível juntamente com os trabalhadores, as comunidades e o planeta”, acrescentou, destacando que “oferece evidências claras aos formuladores de políticas de que eles podem influenciar positivamente a mudança.”