Consumo ético

Utilização de lâmpadas de baixo consumo é a principal medida sustentável dos portugueses

Utilização de lâmpadas de baixo consumo é a principal medida sustentável dos portugueses

A terceira edição do Grande Inquérito Nacional de Sustentabilidade Missão Continente/ICS-ULisboa revelou que a substituição de lâmpadas normais por lâmpadas de baixo consumo (63,4%) é a principal medida que os portugueses adotam em defesa do ambiente.

Segundo explicado em comunicado, o inquérito, promovido pela Missão Continente e com coordenação científica do OBSERVA/ICS-ULisboa, destaca ainda medidas como: a redução do consumo de produtos descartáveis (48,9%); a redução de resíduos e a separação para reciclagem (48,5%); o reaproveitamento de refeições ao levar ‘marmita’ para o local de trabalho (40,7%).

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Comparando com os dados de 2018, o inquérito registou uma diminuição do consumo de carne (menos 32,1%) e o aumento da importância das refeições de base vegetal que já ultrapassa as duas refeições em média por semana.

“As mulheres consomem mais refeições à base de vegetais do que os homens e as pessoas com maior escolaridade e com rendimentos mais confortáveis tendem a ter hábitos de consumo mais saudáveis, ingerindo menos carnes com gorduras saturadas e preferindo as carnes brancas”, lê-se na análise.

A grande maioria dos inquiridos (52,4%), sobretudo os mais jovens, consideram o desperdício alimentar um dos aspetos mais preocupantes do consumo alimentar. 46,7% dos portugueses consideram os incêndios florestais um dos problemas ambientais mais graves no nosso país, seguido da escassez de água – 31,8% -, das alterações climáticas (27,9%) e desperdício alimentar (27,9%). Comparativamente a 2018, os portugueses aumentaram a preocupação relativamente a estes três pontos.

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Metodologia

O inquérito foi realizado com recurso a questionários presenciais através do sistema TAPI. Foram recrutados indivíduos de ambos os géneros, com 18 e mais anos, residentes em Portugal Continental. Utilizou-se uma amostragem estratificada cruzada, com quotas por género, idade, região (NUTSII) e instrução. A amostra obtida é de 1520 inquéritos, em 208 freguesias de Portugal Continental, previamente selecionadas. A margem de erro associada, para um nível de confiança de 95,5%, é de ±2,56%. O trabalho de campo decorreu entre os dias 20 de junho e 5 de agosto de 2022.