Energias Renováveis

Flexibilidade energética é considerada crítica para alcançar objetivos renováveis de 2030

As redes energéticas da Europa precisam de adotar flexibilidade e abordagens de sistemas completos para atingir objetivos de 2030, conclui debate.

As redes energéticas da Europa precisam de adotar a flexibilidade e abordagens de sistemas completos em muita maiores escalas de forma a acomodar os níveis de energia renovável necessários para atingir os objetivos de 2030, concluiu um painel da conferência Large Scale Solar Europe .

A sessão também concluiu, de acordo com o portal PVTech, que, embora a harmonização a nível do mercado dos produtos e mecanismos de flexibilidade energética seja improvável a curto prazo, será vital uma colaboração mais estreita entre os operadores das redes.

A rede energética é considerada para alguns especialistas como o último obstáculo restante para a adoção generalizada da energia renovável. Face a atualizações dispendiosas das infraestruturas de redes, os serviços de flexibilidade surgiram como uma alternativa, devido ao seu custo menor e à rapidez de implementação.

Algumas declarações – chave do painel:

Antonella Battaglini, diretora executiva da Renewables Grid Initiative – iniciativa que junta ONG e operadores de sistemas de transmissão – afirmou no painel que os utilizadores finais, utilizando soluções solares, de armazenamento de energia e de gestão, podem manipular os seus padrões de geração e consumo, tanto para seu benefício, como para os da rede.

Mas, para a concretização desta abordagem e para a maior harmonização transfronteiriça da flexibilidade energética, a responsável considera necessário uma maior responsabilidade coletiva em relação às preocupações da rede e uma maior colaboração entre operadores de redes e outros stakeholders.

O diretor dos mercados elétricos da EDP Portugal, Berto Martins, afirma: “O tema aqui deve ser como estabelecer o nível adequado de responsabilidade. Até agora, nós temos – na minha opinião – enfrentado discussões sobre quem será o responsável pela rede”.

Para o diretor de inovação e dos sistemas elétricos da associação de comércio britânica Energy Networks Association, Randolph Brazier, é necessária “uma colaboração muito mais profunda entre a transmissão e a distribuição, e precisamos muito de uma abordagem de todos os sistemas. Isso tem de ser conduzido não só pelas próprias redes, mas também pela política e regulamentação que as regem”.

Pode visualizar a sessão completa aqui.