Descarbonização

Portal da Construção Sustentável alerta para importância da sustentabilidade dos edifícios

O PSC lançou uma campanha sobre a importância da redução do impacto ambiental no setor da construção e dos edifícios.

O Portal da Construção Sustentável (PCS) lançou uma campanha sobre a importância da redução do impacto ambiental no setor da construção e dos edifícios. Em comunicado, o PCS alerta que a utilização dos edifícios, em conjunto com o setor da construção, é responsável por 39% de todas as emissões de carbono no mundo.

De acordo com o Global Status Report 2017, a fase de utilização dos edifícios é responsável por 28% dessas emissões, relacionadas sobretudo com a energia consumida para aquecimento e arrefecimento (correspondendo a 40% se estivermos a falar apenas do contexto europeu).

“Mais de 50% da população mundial vive em cidades, prevendo-se que aumente para 70% até 2050. Com o crescimento das cidades e o registo das temperaturas a subir drasticamente, é importante que o setor da construção e da utilização dos edifícios esteja na vanguarda da ação climática», refere a CEO do PCS, Aline Guerreiro.

Numa altura em que o Governo está a elaborar a estratégia nacional de combate à pobreza energética e a forma de atingir a neutralidade carbónica nos edifícios até 2050, o PCS salienta a necessidade do Governo concentrar a sua ação na reabilitação sustentável de edifícios, não negligenciando as emissões de carbono incorporadas nos materiais de construção.

Inquérito do PCS

Num inquérito divulgado recentemente pelo PCS “foi visível o desconhecimento da população portuguesa quanto aos materiais que compõem as casas onde vivem”. Quase metade respondeu que não sabia nem se interessava. Foi também revelado que, na anterior candidatura a “Edifícios mais sustentáveis”, 42%, desconheciam a sua existência e 25% queixaram-se de não ter encontrado ajuda.

Na opinião do PCS é urgente apelar a uma ação concertada para que todo o setor mude drasticamente a forma como os edifícios são concebidos, construídos, utilizados e desconstruídos.

De recordar que a energia necessária para que um edifício funcione é, principalmente, para fins de aquecimento e arrefecimento. O inquérito demonstrou que a maioria da energia consumida é proveniente da rede nacional (88%), “sendo uma percentagem irrisória a que produz a sua própria energia”.

“São 55% os participantes no mesmo inquérito, que dizem necessitar de equipamentos para aquecer a sua casa, indicando que muitas vezes também associam o aumento de camadas de roupa por não poderem ‘gastar mais dinheiro’ com a fatura energética (74%)”, informa o PCS.