Descarbonização

27% das empresas já tem uma viatura ´verde´ na sua frota

O Barómetro Automóvel 2020 dá conta de que 27% das empresas tem, pelo menos, uma viatura com tecnologia alternativa na sua frota, maioritariamente viaturas híbridas, elétricas ou plug-in, o que representa um aumento de 35% face ao ano passado. Estes números dão a entender que empresas nacionais estão no caminho da sustentabilidade, de acordo com o relatório realizado entre janeiro e março deste ano pelo Arval Mobility Observatory.

Apesar deste avanço, Portugal continua abaixo da média europeia, onde 34% das empresas já utilizam novas tecnologias nas suas frotas.

Ainda assim, a percentagem de empresas portuguesas que prevê implementar as novas tecnologias nas suas frotas nos próximos três anos, segundo o mesmo estudo, é superior à média europeia (67% em Portugal vs. 62% média europeia), perspetivando-se “uma transformação significativa nos próximos anos no parque automóvel das empresas”.

Entre as empresas que já iniciaram a sua transição energética, o mesmo barómetro destaca o potencial de crescimento do mercado das viaturas com novas tecnologias, atingindo-se, nos próximos 3 anos, um universo de empresas de 50% no caso de veículos plug-in híbridos, 45% em viaturas híbridas e 48% no caso de veículos totalmente elétricos.

Ao nível europeu, a utilização das tecnologias alternativas com foco nas principais referências (híbridos, híbridos plug-in e viaturas 100% elétricas) é liderada pelo Reino Unido, Holanda, Bélgica, Noruega e Suécia e o potencial de progressão da transição energética é transversal aos países analisados. Portugal é destaque por ser um dos países com a maior percentagem de empresas com a intenção de implementar novas tecnologias nas suas frotas nos próximos 3 anos.

O Barómetro Automóvel 2020 destaca ainda que 50% dos gestores das empresas nacionais identifica necessidade de ter um apoio especializado ou consultoria para os apoiar na transição energética da frota da sua empresa. “Este indicador é sentido de forma transversal, independentemente da dimensão das empresas, mas mais sensível para as empresas com maior número de colaboradores (58%)”, conclui o estudo.