Descarbonização

Chapéus de sol que purificam o ar vencem Prémio de Sustentabilidade Nestlé

O projeto de chapéus solares que eliminam substâncias nocivas do ar, tornando-o mais limpo, da empresa Ezpeleta, foi o vencedor da primeira edição do Prémio de Sustentabilidade Nestlé para fornecedores.

Este prémio, que distingue as melhores iniciativas nos pilares Pessoas e Famílias, Comunidades e Planeta, distinguiu com o segundo lugar a empresa Dacsa Atlantic, com um projeto de neutralidade carbónica ao longo da cadeia de valor e em terceiro a fornecedora de matérias-primas Acembex, com um projeto de cariz social de oferta de refeições aos mais carenciados. Foram ainda atribuídas duas Menções Honrosas, uma à Randstad, por um projeto de reinserção social de pessoas sem abrigo, e outra à Axians Portugal, que apresentou um projeto de contribuição para a criação de emprego entre os mais jovens no interior do país.

A concorrer a este prémio estiveram empresas parceiras de negócio da Nestlé Portugal nas mais diversas áreas de atividade: matérias-primas, materiais de embalagens e serviços. O objetivo do prémio é a partilha de boas praticas, inovadoras e realizadas nos âmbitos ambiental, de apoio às comunidades onde as empresas estão inseridas e em prol do consumidor.

Esta é também uma forma da Nestlé alinhar com os seus parceiros os compromissos que tem nestes três níveis de impacto e cujo principal objetivo é tornar a companhia neutra em emissões de gases com efeito de estufa até 2050. A Nestlé irá, de resto, anunciar no início do mês de dezembro, a estratégia que estará na base deste objetivo para 2050.

Para Paolo Fagnoni, diretor-geral da Nestlé Portugal, partindo da premissa de que “os nossos fornecedores são parte integrante da nossa cadeia de valor”, o responsável máximo pela operação no nosso país acredita que estas iniciativas são “fundamentais para a manutenção de relacionamentos sólidos, essenciais para o sucesso do negócio e do alargamento dos impactos positivos que estes propiciam”. Fagnoni salienta ainda que o prémio “permite constatar o alinhamento que várias empresas de diferentes sectores de atividade têm em prol da defesa do ambiente e da partilha de valor ao longo das suas cadeias de produção”.

O projeto “Eolo Pureti”, já implementado no país, tem a particularidade de o tecido deste guarda-sol conseguir neutralizar os gases libertados pelos veículos automóveis e outras substâncias nocivas, através da incorporação de uma nanotecnologia disruptiva, fotocatalítica, proveniente da empresa norte-americana Pureti, que assinou um acordo com a Ezpeleta para o desenvolvimento destes guarda-sóis inovadores. Este tratamento é aplicado sobre o tecido, que depois, em contacto com a luz solar e a humidade do ar, contribui para eliminar as substâncias nocivas, limpando o ar que respiramos.

Para o diretor-geral do grupo Ezpeleta, Miguel Ardao, “só as empresas desta relevância social podem proporcionar a estes projetos a notoriedade suficiente”, destacando o papel da Nestlé enquanto “fabricante de produtos para cuidar das pessoas, pelo que é o candidato perfeito para organizar e outorgar prémios deste tipo. Prémios, que nos animam a desenvolver ainda mais projetos deste género”, conclui o responsável da Ezpeleta.

O júri do Prémio Sustentabilidade Nestlé foi constituído por seis elementos da Nestlé Portugal: Paolo Fagnoni, diretor-geral, Rosário Vilhena, diretora de RH, Jörg Deubel, diretor de Supply Chain, Jaume Mora, diretor Ibérico deCompras, Gonçalo Granado, diretor de Comunicação e Sofia Tavares, customer care services Nespresso, e contou ainda com os convidados externos João Castro Guimarães, diretor-executivo da GS1, e Ana Isabel Trigo de Morais, presidente-executiva da Sociedade Ponto Verde.

De referir ainda que o Prémio de Sustentabilidade foi lançado em junho, no âmbito do Dia Mundial do Ambiente, com o objetivo dar a conhecer as boas práticas de sustentabilidade desenvolvidas pelos parceiros de negócio e com eles, por forma a garantir o fornecimento sustentável de materiais e serviços à Nestlé.