Economia Circular

CITEVE considera que “Ecodesign é absolutamente crítico” para indústria têxtil

O diretor geral do CITEVE afirmou que “o Ecodesign é absolutamente crítico para uma indústria têxtil e do vestuário mais sustentável".

O diretor geral do Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário (CITEVE), Braz Costa, afirmou que “o Ecodesign é absolutamente crítico para uma indústria têxtil e do vestuário mais sustentável e competitiva”. As declarações surgiram no âmbito do debate sobre as barreiras à circularidade, promovido pelo ciclo de webinars Empresas Mais Circulares, organizado pela CIP – Confederação Empresarial de Portugal em conjunto com as suas associadas, e em parceria com a EY-Parthenon.

Para o responsável do CITEVE as barreiras técnicas à circularidade não são barreiras, mas sim uma motivação para o desenvolvimento tecnológico. “As verdadeiras barreiras existem quando não existe equilíbrio nos níveis de regulação da atividade nos vários países, em especial países fora da UE. Essa distorção revela-se no preço final dos produtos, que acaba por dar uma ideia errada de que os produtos sustentáveis são mais caros, quando na verdade, os produtos fabricados com matérias-primas virgens é que não incorporam os custos sociais e ambientais que lhes estão associados”, explicou Braz Costa.

Já o membro da direção da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), Jorge Pereira, reforçou que a diferenciação das empresas nacionais fase à concorrência asiática “deve estar precisamente na capacidade de responder aos valores dos consumidores relacionados com a sustentabilidade e que os produtos têxteis deveriam ser alvo de sinaléticas que atestem o seu grau de sustentabilidade como acontece com a rotulagem energética dos eletrodomésticos”.

O evento também contou com a presença da Secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa, que destacou o desafio da regulação e legislação europeia no sentido de equilibrar as condições competitivas e de sustentabilidade das empresas europeias face às empresas de países terceiros.

A Secretária de Estado afirmou ainda: “Temos que voltar a gostar das histórias que as nossas roupas nos contam e acrescentar novas histórias através da reutilização”, numa ideia clara contra o consumo descartável.