Energias renováveis

Cleanwatts implementa primeira comunidade de energia em Portugal

A Cleanwatts vai inaugurar, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Miranda do Douro, a primeira comunidade de energia em Portugal.

A Cleanwatts, empresa de gestão digital de energia, vai inaugurar, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Miranda do Douro, a primeira comunidade de energia em Portugal no próximo dia 24 de agosto, terça-feira. Este é a primeira de mais de 100 comunidades que a Cleanwatts espera implementar em Portugal nos próximos meses.

Em comunicado, a empresa revela que já está a expandir a utilização do seu sistema operativo para comunidades de energia noutros mercados, nomeadamente na Europa e nos Estados Unidos da América.

“Estamos orgulhosos de ser a primeira instituição com uma comunidade de energia em Portugal, acreditamos ser uma vantagem não só para a instituição como também para todos os membros da comunidade envolvente. A Cleanwatts teve uma colaboração muito próxima e a sua proposta não exigiu investimento, pelo que claramente recomendaria esta opção a outras instituições, de modo a reduzir custos de energia bem como a pegada carbónica”, explica o vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Miranda do Douro, Armênio Gomes.

O projeto da Santa Casa da Misericórdia de Miranda do Douro é o primeiro aprovado ao abrigo do novo regime jurídico que entrou em vigor em 2020. A comunidade de energia integra a capacidade solar fotovoltaica instalada em vários telhados permitindo à Santa Casa da Misericórdia de Miranda do Douro reduzir os seus gastos energéticos em pelo menos 10% em comparação com o preço padrão de mercado da eletricidade.

Já o CEO e cofundador da Cleanwatts, Michael Pinto, afirmou: “Estamos particularmente orgulhosos desta conquista histórica, especialmente devido ao impacto social positivo que este projeto terá na comunidade. Numa altura em que os preços da energia estão a disparar em toda a Europa, é importante realçar que as comunidades da energia representam uma solução eficaz para dois enormes desafios: as alterações climáticas e a pobreza energética.”

Nos próximos meses, a comunidade de energia pretende incorporar outros consumidores locais de energia e produtores de energia solar para o benefício coletivo da comunidade.