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Energia renovável atinge novo ano recorde de crescimento

Um número recorde de novas instalações de energia renovável [1] deverá ser atingido este ano, com um crescimento de 290 gigawatts, ultrapassando o recorde registado em 2020, afirma o novo relatório Renewables Market Report [2] da Agência Internacional de Energia (AIE [3]).

O mesmo relatório antecipa que até 2026, a capacidade de eletricidade renovável global deverá crescer mais de 60% face aos níveis de 2020, para um total de 4 800 GW. Este valor, de acordo com o comunicado da AIE [4], é “equivalente à capacidade total atual dos combustíveis fósseis e da energia nuclear combinados”.

A energia renovável deverá ainda representar quase 95% do aumento da capacidade de energia global até 2026, com os painéis fotovoltaicos solares a contabilizarem mais de metade desse valor. O montante da capacidade renovável adicionada no período de 2021 a 2026 deverá ser 50% superior ao de 2015 a 2020.

“O recorde de crescimento da eletricidade renovável este ano de 290 gigawatts é mais um sinal de que está a emergir uma nova economia energética global”, considerou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol. “Os elevados preços das matérias-primas e da energia que vemos hoje colocam novos desafios à indústria renovável, mas os elevados preços dos combustíveis fósseis também tornam as renováveis ainda mais competitivas.”

O crescimento deverá ser liderado pela China, a nível de volume. Prevê-se que atinja os 1200 GW de capacidade eólica e solar total em 2026 – quatro anos antes do seu objetivo atual de 2030. Já a Índia deverá liderar o crescimento em termos de percentagem, duplicando o valor em comparação com o período 2015-2020.

O relatório da AIE prevê que este crescimento recorde das energias renováveis se realize, apesar dos atuais elevados preços das matérias-primas e dos transportes. No entanto, se os preços das matérias-primas se mantiverem elevados até ao final do próximo ano, o custo dos investimentos eólicos voltaria a subir para níveis registados pela última vez em 2015 e três anos de reduções de custos para o fotovoltaico seriam quebrados.

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