Energias Renováveis

Estudo: Cascas de avelã podem ser potenciais fontes de energia renovável

Uma investigação analisou o ácido pirolenhoso e a fração do alcatrão no bio-óleo produzida a partir da pirólise de cascas de avelã.

A avelã pode ser a próxima fonte de energia renovável. Uma investigação da Heilongjiang Academy of Agricultural Machinery Sciences na China investigou as propriedades físicas e a atividade antioxidante do ácido pirolenhoso (wood vinegar, em inglês) e a fração do alcatrão no bio-óleo produzida a partir da decomposição em altas temperaturas (pirólise) de cascas de avelã, comunica o American Institute of Physics.

Os investigadores descobriram que o ácido pirolenhoso e a fração do alcatrão que resultavam da decomposição continham as substâncias mais fenólicas, que estabeleceu as bases para a investigação subsequente sobre as suas propriedades antioxidantes.

O estudo revela que a temperatura da pirólise teve um efeito significativo no rendimento e nas propriedades dos dois componentes estudados. O ácido pirolenhoso foi a fração líquida dominante com um rendimento máximo de 31,23 por cento de peso obtido a 700 C, atribuível à elevada concentração de água.

“Após estes resultados, o ácido pirolenhoso e a fração do alcatrão a partir de cascas residuais de avelã poderiam ser considerados como fonte potencial de energia renovável dependente das suas próprias características”, disse o autor principal do estudo, Liu Xifeng.

A equipa de investigação considera que as descobertas estabelecem a base para novas aplicações de bio-óleo provenientes da pirólise de avelãs residuais, tendo a sua aplicação em atividade antioxidante sido alargada.

O ácido pirolenhoso é frequentemente usado em campos agrícolas como repelente de insetos, fertilizante e promotor ou inibidor de crescimento vegetal, sendo que pode ser aplicado para remover odores, conservar madeira e como aditivo para alimentação animal.

O estudo, intitulado Influence of pyrolysis temperature on bio-oil produced from hazelnut shells: Physico-chemical properties and antioxidant activity of wood vinegar and tar fraction, foi publicado no Journal for Renewable and Sustainable Energy.