Energias Renováveis

Projeto AURORA quer ajudar cidadãos a enfrentar crise climática

O projeto AURORA, do qual faz parte a Universidade de Évora, quer capacitar os cidadãos de forma a desempenharem um papel mais ativo na transformação do setor energético, participando no cumprimento do objetivo ambicioso da UE de reduzir as emissões de carbono em 55% no prazo de uma década.

O investigador da Cátedra Energias Renováveis da Universidade de Évora, citado em comunicado, explica o papel da universidade. “Vamos contribuir principalmente com implementação de uma comunidade de energia renovável, onde o nosso papel será principalmente para a comunidade local e para a comunidade académica, demonstrando que é possível ser um cidadão de emissões carbónicas reduzidas e ter um efeito replicador, que é como a Universidade de Évora ajuda a trazer o Acordo Verde Europeu à vida local.”

O projeto é coordenado pela Universidade Técnica de Madrid e vai envolver sete mil cidadãos em cinco localidades da Dinamarca, Inglaterra, Portugal, Eslovénia e Espanha. Estas comunidades de “cidadãos cientistas” financiarão instalações fotovoltaicas locais para produzir um total de cerca de um megawatt de energia renovável.

As quatro localizações na Europa continental serão criadas em torno dos campus universitários como centros de inovação social; um quinto demonstrador será criado numa das regiões economicamente mais desfavorecidas da Inglaterra, onde as autoridades declararam o estado de “Emergência Climática” em dezembro de 2018.

Numa primeira fase, o AURORA centrar-se-á na consciencialização das “pegadas de carbono” das escolhas energéticas diárias. Os cidadãos receberão recomendações personalizadas sobre a forma como tomar decisões energéticas mais informadas para reduzir as suas emissões. Os resultados serão partilhados com outros cidadãos por toda a Europa com o objetivo de iniciar um movimento de baixo para cima para a mudança.

O projeto AURORA faz parte do programa “Horizonte 2020” da EU e conta com um investimento 4,6 milhões de euros a ser aplicado nos próximos três a cinco anos.