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Suécia transforma lugares de estacionamento para melhorar vida urbana

A Suécia está a transformar lugares de estacionamento em espaço público, com bancos, mesas de picnic e suportes para bicicletas e trotinetes elétricas. Este tipo de espaços faz parte de um projeto do governo sueco chamado Street Moves, noticia o jornal britânico The Guardian [1].

“A Suécia tem cerca de 40.000km de rua já construída, o que, se você pensar nisso como um espaço, é extraordinário”, diz Dan Hill, diretor de design estratégico da Vinnova [2], a agência estatal de inovação da Suécia, responsável pelo projeto.

“Este é um espaço abordável – é algo em que poderíamos intervir e começar a testar possíveis versões do futuro. Há um reconhecimento geral em todo o mundo de que o papel do automóvel deve ser reduzido, mas isso cria questões”, explica Kieran Long, diretor do ArkDes [3], o museu nacional sueco de arquitetura e design, também envolvido no projeto.

O projeto foi também concebido como uma solução para o problema do estacionamento de trotinetes elétricas. A startup sueca de scooters Voi Technology esteve envolvida desde o início (embora sem contribuir com financiamento).

O Street Moves tem sido bem recebido pelos locais. Segundo um inquérito feito a que responderam 322 pessoas, cerca de 70% considerou o projeto como algo positivo. A ArkDes afirma que cada unidade instalada leva ao aumento no movimento nas ruas em 400%.

O designer do projeto, Olle Lundberg, descreve os módulos que a sua empresa desenvolveu como ” um sistema Lego”. Eles são construídos por tiras de madeira com 9 centímetros de largura, que podem ser colocadas rapidamente para criar uma base que cobre os lugares de estacionamento. Uma unidade pode ser instalada do zero em cinco horas.

O Street Moves, também conhecido como “one-minute city”, tem como objetivo investigar o que acontece quando os carros são deslocados, e como todas as cidades na Suécia podem tornar-se saudáveis, sustentáveis e vibrantes até 2030.

Este projeto é uma tentativa de aperfeiçoar o conceito de “cidade de 15 minutos”, adotado em Paris. Em Portugal, a Nhood pretende investir nesse conceito [4], em 15 localidades.

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