Reciclagem

Cascais inaugurou máquinas de devolução de embalagens

“Não há de facto fórmulas mágicas”, afirmou a secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa, enquanto explicava a importância da alteração de comportamentos a curto prazo. A declaração surgiu na cerimónia de inauguração do projeto iRec (Inovar a Reciclagem), da Câmara Municipal de Cascais (C.M.Cascais), que tem como objetivo incentivar a devolução de embalagens de bebidas.

O projeto permite aos utilizadores receber prémios ao colocar embalagens de bebidas (vidro, plástico e latas) nas máquinas de devolução presentes no concelho de Cascais, em superfícies comerciais do Auchan, Continente, E. Leclerc, LIDL e Pingo Doce, assim como no Mercado da Vila. No total são 10 as máquinas instaladas nesta fase piloto.

Uma das metas é a recolha de 1 milhão de embalagens por mês. O apelo à utilização das máquinas foi feito pelo presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, que reafirmou o compromisso do município nesta matéria. “Dir-se-á se isto vai resolver os problemas do mundo? Não vai. Mas é um contributo”, afirmou.

Os prémios, entre os quais escovas de bambu e sacos ecológicos, têm como característica serem sustentáveis e ajudar a alterar comportamentos. Joana Balsemão, vereadora da C.M Cascais, afirmou que os prémios foram introduzidos para incentivar a devolução.  “Se até agora o que foi fornecido aos cidadãos e a todos nós não nos levou aonde queríamos estar, vamos criar camadas adicionais de incentivo”, revelou.

Na cerimónia, a secretária de estado afirmou que “tem que existir disrupção na recolha, como projetos como este”. Inês do Santos Costa também deixou críticas à indústria, apelando à mudança no setor: “só chegaremos à meta se a indústria, se as empresas, se os produtores forem induzidos a contribuir para este esforço, com modelos de negócio diferentes, reduzindo o material associado ao seu produto ou promovendo a reciclagem das matérias primas secundárias para dentro do seu próprio produto”.

O iRec tem uma duração de 20 meses e é financiado pelos EEGrants. O projeto, que conta com o apoio do Ministério do Ambiente, antecipa a futura obrigatoriedade da implementação destes sistemas de recolha em Portugal já em 2022.