Economia Circular

Desperdício alimentar tem potencial para biogás

A União Europeia é responsável por 88 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados anualmente (o equivalente a 173 quilos por ano per capita, quase meio quilo por dia), responsáveis pela libertação de 170 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera todos os anos. Este lixo orgânico pode ser transformado em biogás e constituir uma oportunidade de negócio. De acordo com dados do grupo Sebigas, citado pela EFA News – European Food Agency, empresa com mais de 84 fábricas em todo o mundo, uma planta alimentada com 270 toneladas por dia de Frações Orgânicas de Resíduos Sólidos Urbanos tem potencial para produzir cerca de 4.440 kW de energia, em sistemas de cogeração que usam biogás como combustível, e cerca de 1.180 sm3 / h de biometano, um gás natural renovável.

De acordo com um estudo da Universidade de Milão “Production and use of biogas in Europe: a survey of current status and perspectives”, a Europa tem tido um papel de liderança mundial na área de biogás, respondendo por cerca de 60% da produção mundial. A Alemanha é o país europeu que tem feito os maiores progressos neste domínio, com uma produção t 5.067,6 ktoe ano-1, (dados de 2011) dos quais uma parte de 4.414,2 ktoe ano-1 resulta dos processos de digestão anaeróbia (e co-digestão) de matrizes orgânicas selecionadas. O Reino Unido é o segundo maior produtor da Europa com uma quota de 1.764,8 ktoe ano-1, com 84% do biogás proveniente de aterros sanitários e o restante produzido em estações de tratamento de esgotos (digestão do lodo). Itália, com 1.095,7 ktoe ano-1 e França, com 349,6 ktoe ano-1 seguem na lista dos maiores produtores europeus de biogás. A tendência de produção de biogás é caracterizada por um aumento progressivo na produção de biogás em plantas de digestão anaeróbica (e co-digestão) de matrizes orgânicas selecionadas e uma diminuição progressiva da produção de aterros sanitários.