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Covid-19 provoca dilema entre segurança alimentar e ambiente

A preocupação com a segurança alimentar e o futuro do fornecimento alimentar aumentou 10%, face aos resultados de 2019, situando-se agora nos 40%, de acordo com a 13.ª edição do estudo Tetra Pak Index [1]. Ao mesmo tempo, a preocupação com o meio ambiente mantém-se extremamente alta, o que indica “a existência de um dilema na mente dos consumidores, que tentam equilibrar as prioridades fundamentais da existência humana através da segurança alimentar e da sustentabilidade do planeta em que vivemos”.

De acordo com a investigação, mais de 50% dos consumidores não só acreditam que a responsabilidade de melhorar a segurança alimentar cabe aos fabricantes, como também consideram que a segurança alimentar é o principal problema que as empresas têm de resolver de forma mais urgente, agora e no futuro.

O estudo indica ainda que a saúde está interligada com questões de segurança e higiene alimentar: dois terços dos consumidores afirmam que ser saudável é estar seguro, sendo que 60% manifestam a sua preocupação com a higiene e a segurança dos alimentos que adquirem.

Quando questionados sobre as características que valorizam numa embalagem, os consumidores indicam que garantir a segurança alimentar é essencial, expressando preocupações sobre as inovações ambientais nas embalagens e o impacto que estas têm na segurança alimentar. Nesse sentido, a maioria dos inquiridos indica que o “uso de embalagens sustentáveis” é um dos pontos fundamentais em que as marcas de bebida e comida têm de se focar, no presente e no futuro.

“A pandemia da covid-19 interrompeu o status quo existente, acelerou tendências e deu origem a um novo cenário no que diz respeito às necessidades do consumidor e às oportunidades de desenvolvimento para as empresas. Em particular, a indústria precisa de enfrentar este crescente dilema do equilíbrio entre a segurança alimentar e o ambiente, tendo como objetivo a satisfação da necessidade humana da alimentação, como também a proteção do ecossistema do nosso planeta. É aqui que as embalagens alimentares podem desempenhar um papel importante e trazer harmonia”, considera o presidente e CEO da Tetra Pak, Adolfo Orive.

Nesse sentido, o responsável adianta que a empresa já estar a trabalhar no desenvolvimento da embalagem “mais sustentável do mercado”, sendo ela “uma embalagem de cartão composta apenas por matérias-primas recicladas ou provenientes de fontes renováveis, totalmente reciclável e neutra em carbono, permitindo um equilíbrio ambiental e cumprindo com os requisitos de segurança alimentar”.

O mesmo estudo destaca também o aumento da importância dada ao desperdício alimentar, sendo indicado como uma preocupação por mais de três quartos dos inquiridos. “O impacto da covid-19 nas cadeias de distribuição acelerou a consciencialização sobre o desperdício alimentar, tornando-se uma questão urgente”, e estima-se que esse sentimento “vá aumentando à medida que o mundo se esforça para alimentar a população que está em constante crescimento”.

 

Os consumidores afirmam que a redução do desperdício alimentar é a principal problemática ambiental em que os próprios consumidores têm influência, e para os fabricantes é uma das três principais prioridades. O estudo indica que os rótulos confusos são identificados como uma barreira, o que representa “uma oportunidade para as marcas melhorarem a sua comunicação”.

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