APOE critica arbítrio da negociação de acesso à infraestrutura postal

APOE duvida da efetiva liberalização do mercado postal

O novo projeto de lei de liberalização postal está longe de ser consensual. A Associação Portuguesa de Operadores Expresso (APOE) reivindica alterações, “a atual lei deixa ao arbítrio da negociação entre as partes as condições de acesso à infraestrutura postal”, disse o seu vice-presidente Olivier Establet, em entrevista à Vida Económica.

Olivier Establet considera que um operador postal “tem de possuir uma rede de distribuição”, contudo “não é necessário que seja uma rede dimensionada nos moldes do atual Prestador de Serviço Universal (PSU)”, destacou o responsável.

O acesso às infraestruturas postais que está prevista na lei “é essencial para a garantia de um serviço universal eficiente”, de forma a evitar “os processos de negociação individual com cada operador, possivelmente, pouco transparentes, tendo em conta a atual posição negocial do PSU”. “É isto que a APOE critica, na atual lei”, adiantou.

Olivier Establet sublinhou o facto de a APOE já ter enviado ao presidente da Comissão Parlamentar de Economia os comentários e “eventuais alterações” à lei quando esta for discutida. “Apenas lamentamos as reduzidas, para não dizer nenhumas, reações às nossas sugestões e comentários”, concluiu.

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