O documento refere que este volume pressupõe uma procura de 5 milhões de metros quadrados por ano.”Uma área suficiente para mais que cobrir o Central Park” em Nova Iorque. A consultora declara que a procura está a ser impulsionada pela necessidade de servir as lojas existentes e pelo crescimento das compras online, “que tem vindo a configurar uma verdadeira revolução no retalho e poderá vir a transformar a forma como os bens são distribuídos”.
Segundo o relatório, publicado no jornal Oje, prevê-se que as vendas na Internet quase dupliquem na primeira metade desta década, pelo que o comércio eletrónico está a criar uma nova procura para espaços logísticos e armazéns, incluindo pólos de grande dimensão (com mais de 100 mil metros quadrados), centros de distribuição especializados e entrepostos locais de menor dimensão.
No relatório, a Jones Lang LaSalle afirma que serão necessários cerca de 3 milhões de metros quadrados de espaços especializados para centros dedicados a vendas online. Outros 22 milhões de metros quadrados deverão ser necessários para dar resposta ao reabastecimento das lojas, “apesar de os retalhistas optarem cada vez mais por uma oferta integrada multicanal, na qual os clientes podem comprar em loja, online ou via telemóvel, com a possibilidade de receber as compras em casa, levantar nas lojas ou em centros de entregas”.

