Logitrans 2013: Resiliência para vencer lá fora

Logitrans 2013: Resiliência para vencer lá fora

Seja em Angola ou em Marrocos, o potencial de internacionalização para as empresas portuguesas é grande. Mas, diz quem sabe, que o segredo é não esperar resultados fáceis e rápidos. O processo deve ser visto como uma maratona e não uma corrida e é fundamental entender o sistema e a cultura do país e ter capacidade de adaptação. 

Garante o vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso Marroquina, José Fortuna, que os empresários que apostam em Marrocos podem contar com segurança, pessoas honestas e uma relação excelente com Portugal. “Não há problemas em receber e há um controlo muito apertado”. A logística funciona bem e alguns operadores já lá montaram as suas infraestruturas logísticas, caso da Urbanos. “É um mercado difícil, o processo demora o seu tempo mas compensa”, garante o responsável da CCILM, que apoia as empresas que apostam no país e facilita encontros comerciais entre as duas partes.

Angola é um mercado muito diferente mas a regra da resiliência mantém-se. A empresa de Sistemas de Informação SINFIC e a Serrate, que comercializa azeites, partilharam as suas experiências. Para Rui Ribeiro Pereira, Gestor de internacionalização da SINFIC, os portugueses têm vantagens acrescidas graças à flexibilidade de horários e capacidade de adaptação. Há 20 anos em Angola e com presença em diversas cidades, a SINFIC selecionou e formou 10 mil pessoas. “A nossa visão é virtuosa: Tentamos formar 70% de pessoas locais e transferir conhecimento e gerar riqueza para o país”, garantiu o responsável.

Há sete anos em Angola, a Serrata comercializa um “produto muito apreciado em Angola” mas enfrentou várias dificuldades logísticas e de distribuição. A presença nas grandes superfícies não foi difícil mas ainda não encontrou o parceiro certo para fazer a distribuição ao pequeno retalho. “É preciso um processo de disciplina interno mas confiamos que o potencial de crescimento estabilizado para a nossa empresa em dois ou três anos é grande”, afirmou o diretor de exportação, Joaquim Martins.

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