Grupo Rangel

Nuno Rangel: A área onde esperamos um maior crescimento para o Grupo em Portugal é a logística

Nuno Rangel: A área onde esperamos um maior crescimento para o Grupo em Portugal é a logística

O vice-presidente do Grupo Rangel gostaria de ver o Grupo, daqui a cinco anos, a faturar metade do seu volume anual fora de Portugal. A entrada na África do Sul deve ser o próximo passo na internacionalização, já em 2014. Em Portugal, a estratégia em curso passa pela especialização na logística em áreas específicas: farmacêutica, moda e e-commerce.

Logística & Transportes Hoje – O Grupo Rangel tem neste momento 11 empresas em seis áreas de negócio, da atividade aduaneira, à logística, transporte terrestre, aéreo e marítimo e ao transporte expresso doméstico e internacional (FedEx). Quais são as áreas com maior potencial?

Nuno Rangel – Este ano temos sentido a retoma do transporte doméstico e temos crescido no transporte expresso (FedEx). Mas a área onde esperamos um maior crescimento para o Grupo em Portugal é a logística, por um lado porque estamos presentes em vários setores e, por outro, porque ainda existe muito potencial de crescimento para o outsourcing em Portugal.

Dentro da logística temos algumas áreas com forte crescimento: a área Pharma, que criámos em 2009 e está em forte consolidação, e temos uma nova unidade de negócio, denominada Fashion and Lifestyle Logistics, que tem tido um crescimento fantástico e onde podemos crescer entre 20% e 30% no próximo ano. Muitas empresas estrangeiras estão a mandar produzir em Portugal e nós estamos a aproveitar esta tendência e a especializar-nos. Em junho passado criámos um departamento específico, com uma equipa de sete pessoas nas áreas comercial e operacional.

Anunciaram recentemente o objetivo de entrar no B2C. Quando vão começar a atuar nesta área e que expectativas têm para este negócio?

Já estamos já a atuar neste negócio com um cliente e estamos agora a procurar outros. Os nossos potenciais clientes são empresas que ainda não estão no mercado online ou estão de forma pouco eficiente e querem ter uma solução mais profissional.

Propomos uma solução chave-na-mão que facilite a entrada de empresas no e-commerce de uma forma muito profissional, a pensar nas empresas que querem dar o salto para as vendas online mas não querem fazer elas próprias todo o investimento e preferem o outsourcing.

Além da entrega propriamente dita, queremos oferecer um full outsourcing de e-commerce, que inclui desde a plataforma tecnológica, ao marketing online, serviço de clientes (em várias línguas), operação logística e transporte.

 Qual é a estratégia do Grupo na internacionalização? Quais são as próximas novidades?

Um dos objetivos da internacionalização é fazermos um triângulo entre Portugal, Brasil e África (Angola e Moçambique), para podermos ajudar nas suas transações as empresas que importam e exportam de e para estes países. Damos uma confiança e nível de serviço que agrada os clientes.Ao mesmo tempo estamos a estudar outros potenciais mercados, quer em África, quer na América Latina. Em África temos em análise a África do Sul, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial, Gabão e Brazaville. O nosso olhar é feito sob duas perspetivas: países com os quais Portugal mantém relações ou países economicamente interessantes. No final do próximo ano prevemos entrar na África do Sul que além do potencial económico, mantém relações com Moçambique e Angola.

Leia a entrevista na íntegra na edição de novembro/dezembro da Logística & Transportes Hoje

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