Descarbonização

Descarbonização: Banco de Portugal quer usar algodão sustentável para produzir notas

Descarbonização: Banco de Portugal quer usar algodão sustentável para produzir notas iStock

O Banco de Portugal apresentou a primeira edição do seu “Programa de Descarbonização”, sendo que uma das medidas inclui a utilização de algodão 100% sustentável ou proveniente de comércio justo para a produção de notas, até 2027.

O novo Programa visa implementar o compromisso do Banco em atingir a neutralidade carbónica até 2050, no que diz respeito às emissões de gases com efeito de estufa (GEE) relacionadas com instalações, frota automóvel e eletricidade.

Segundo o documento, os objetivos traçados estão alinhados com o Acordo de Paris e a legislação europeia e nacional, apresentando um plano de ação, que identifica as medidas a realizar pela Instituição nos próximos anos, composto por diversas medidas, quantificadas e calendarizadas.

O plano inclui ações no âmbito das instalações, mobilidade sustentável, produção e emissão monetária, gestão de ativos financeiros da carteira própria, sumidouros e compensação de emissões, assim como outras medidas de caráter transversal.

Como metas intermédias, o Banco definiu a redução das emissões de GEE comparativamente a 2018, no mínimo, de 60% até 2030, 80% até 2040, e 90% até 2050, comprometendo-se ainda, a compensar progressivamente as emissões residuais de GEE, através da aquisição de direitos de emissão (ou da promoção direta de projetos de captura), por forma a alcançar a neutralidade climática em 2050.

Em 2023, iniciou a instalação de uma central fotovoltaica de produção de energia para autoconsumo no Complexo do Carregado, contando que esteja a funcionar a meados de 2024, permitindo reduzir, em cerca de 20%, a dependência da rede elétrica, avança o Banco.

Além disso, adotou uma política de teletrabalho, que se tem vindo a traduzir numa redução significativa da pegada associada às deslocações pendulares dos colaboradores. De acordo com o documento, 20% de redução destas emissões por cada dia de teletrabalho, em média.

No âmbito da mobilidade sustentável, em outubro de 2023, a política de frota foi alterada, tendo sido determinado que as viaturas que o Banco vier a adquirir, a partir de 2025, deverão ser totalmente elétricas ou híbridas.

A partir de 2020, a Instituição bancária começou a adquirir certificados de origem, que asseguram que a energia consumida nas instalações é proveniente de fontes 100% renováveis.

 

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