Biodiversidade

Perda de biodiversidade: 44 espécies dadas como extintas em 2025

Perda de biodiversidade: 44 espécies dadas como extintas em 2025 iStock

Um total de 44 espécies de animais, fungos e plantas foi declarado extinto em 2025, de acordo com avaliações científicas de especialistas de vários países incluídas na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Entre as espécies declaradas extintas contam-se várias aves, mamíferos e invertebrados que os especialistas já classificam como casos “irreversíveis”.

O maçarico-de-bico-fino (Numenius tenuirostris), uma ave migratória que durante séculos percorreu os céus da Europa, da Ásia e do norte de África, foi uma das espécies declaradas extintas.

Na lista surge também o caracol-cone (Conus lugubris), um pequeno molusco marinho das costas de Cabo Verde. Apesar de possuir um veneno perigoso para os humanos, era considerado importante para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.

Outro desaparecimento confirmado em 2025 é o do musaranho da ilha do Natal (Crocidura trichiura), um pequeno mamífero insetívoro, semelhante a um rato e com cerca de 15 centímetros, que não é observado desde a década de 1980.

A UICN alertou ainda que mais de 48.600 espécies estão atualmente em risco de extinção, o que corresponde a cerca de 28% de todas as espécies avaliadas. Entre os grupos mais ameaçados estão as cigarras, com 71% das espécies em risco, os corais (44%), os anfíbios (41%) e os tubarões e raias (38%).

“As espécies avaliam-se com critérios quantitativos que medem o risco de extinção, como a dimensão e a tendência da população, a área de distribuição, o grau de fragmentação, velocidade da queda [do seu número] e a probabilidade de extinção estimada”, explicou à agência EFE a coordenadora do Programa de Espécies no Centro de Cooperação do Mediterrâneo da UICN, Catherine Numa.

De acordo com a UICN, nos últimos cinco anos cerca de 310 espécies passaram a integrar a categoria de extintas, um número que também reflete o aumento e a atualização dos estudos científicos realizados.

A organização alertou que a taxa de extinção é atualmente muito mais elevada e que existem padrões claros por detrás destes desaparecimentos, como a perda e degradação de habitats, a introdução de espécies invasoras, a sobre-exploração, o aumento de doenças e as alterações climáticas.

 

 

 

 

 

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