Transição Energética

Portugal lidera transição sustentável da IKEA, com 78% das entregas com veículos elétricos

Portugal lidera transição sustentável da IKEA, com 78% das entregas com veículos elétricos Direitos Reservados

A IKEA Portugal reforçou em 2025 o seu posicionamento como um dos mercados mais avançados do grupo a nível ambiental, num ano em que o Grupo Ingka atingiu 94,8% de eletricidade de origem renovável em todas as suas operações globais.

Os dados constam do Relatório Anual e de Sustentabilidade do Grupo Ingka referente ao ano fiscal de 2025 e mostram que Portugal está acima da média global em indicadores críticos da transição energética e da economia circular. Enquanto o grupo alcançou 60% de entregas ao domicílio com veículos 100% elétricos a nível mundial, em Portugal esse valor chegou aos 78%, aproximando-se de uma operação logística praticamente livre de emissões diretas.

No plano financeiro, o Grupo Ingka registou receitas totais de 41,5 mil milhões de euros e um resultado operacional de 1,5 mil milhões de euros, equivalente a 3,5% das vendas, num contexto económico exigente. Em Portugal, a IKEA Portugal encerrou o ano fiscal com vendas de 611,4 milhões de euros, um crescimento de 1,5% face ao exercício anterior, demonstrando que crescimento e sustentabilidade não são objetivos incompatíveis.

A operação nacional destacou-se também pela redução de 50% das emissões de CO₂ associadas aos edifícios (âmbitos 1 e 2) face ao ano anterior e por uma taxa de reciclagem de resíduos que atingiu os 91%. Estes resultados colocam Portugal entre os mercados com melhor desempenho ambiental dentro do universo Ingka.

A economia circular foi outro dos pilares do ano. O serviço de recompra e revenda de artigos usados continuou a crescer, com forte adesão dos consumidores portugueses. A integração da Área Circular na plataforma online permitiu vender mais de 4.200 artigos desde 2024, gerando mais de 240 mil euros em receitas, enquanto o marketplace de segunda mão já ultrapassou os 1.500 artigos vendidos. Estes números confirmam uma mudança estrutural nos hábitos de consumo, e não apenas uma tendência pontual.

No plano social, a empresa continuou a reduzir a disparidade salarial de género, que desceu para 3,4%, com menos de 0,6% dos colaboradores a necessitarem de ajustes salariais. O grupo sublinha que estes resultados são parte integrante da sua estratégia de longo prazo, agora organizada formalmente em torno dos pilares ESG, em preparação para as exigências da nova Diretiva Europeia de Relato de Sustentabilidade (CSRD).

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