Governo teme nova paralisação das transportadoras

Transporte terrestre de mercadorias cresceu 4% em 2011

O Governo está preocupado que as transportadoras de mercadorias voltem a parar, com implicações nos fornecimentos aos postos de combustíveis, grande distribuição e exportações. Em causa está o aumento do preço dos combustíveis e o não cumprimento do acordo assinado com o anterior Governo, que previa medidas para as seis mil empresas do setor.

Para ouvir as razões de desagrado das transportadoras, segundo avança o Diário Económico, a Associação Nacional das transportadoras Portuguesas (ANTP) foi convocada para uma reunião na secretária de Estado dos Transportes. “Se há um ano fazia sentido aquela paralisação, agora faz ainda mais. É uma hipótese que está em cima da mesa”, avançou àquela publicação o presidente da ANTP, Artur Mota.

“Há um movimento silencioso de transportadores de norte a sul do país”, o que leva Artur Mota a temer “que haja alguma coisa à margem das associações do setor que não possa ser controlada”.

Das medidas acordadas, apenas duas estão a ser postas em prática (descontos entre 10% e 25% nas antigas SCUT e a suspensão de pagamento de IUC de veículos para abate ou inoperacionais), diz a ANTP.

O responsável refere que após este balanço, “parece que o Executivo está preocupado com eventuais paralisações”, um movimento, diz, que está a formar-se fora da associação face às dificuldades do setor. E acrescenta que a ANTP “continua a tentar dialogar com o Governo” para resolver problemas do setor, apesar de compreender as razões das transportadoras dado que a situação “piorou muito” desde a última paralisação decretada em 2011.

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