Para ouvir as razões de desagrado das transportadoras, segundo avança o Diário Económico, a Associação Nacional das transportadoras Portuguesas (ANTP) foi convocada para uma reunião na secretária de Estado dos Transportes. “Se há um ano fazia sentido aquela paralisação, agora faz ainda mais. É uma hipótese que está em cima da mesa”, avançou àquela publicação o presidente da ANTP, Artur Mota.
“Há um movimento silencioso de transportadores de norte a sul do país”, o que leva Artur Mota a temer “que haja alguma coisa à margem das associações do setor que não possa ser controlada”.
Das medidas acordadas, apenas duas estão a ser postas em prática (descontos entre 10% e 25% nas antigas SCUT e a suspensão de pagamento de IUC de veículos para abate ou inoperacionais), diz a ANTP.
O responsável refere que após este balanço, “parece que o Executivo está preocupado com eventuais paralisações”, um movimento, diz, que está a formar-se fora da associação face às dificuldades do setor. E acrescenta que a ANTP “continua a tentar dialogar com o Governo” para resolver problemas do setor, apesar de compreender as razões das transportadoras dado que a situação “piorou muito” desde a última paralisação decretada em 2011.

