“O que está acertado com todos os membros do setor é que estas reformas que irão levar a poupanças muito significativas (…) passam também pela dispensa de trabalhadores no sentido de rescisões por mútuo acordo e isto é uma decisão que é consensual”.
Relativamente ao número de trabalhadores a dispensar, Santos Pereira referiu que serão “as próprias empresas que terão de decidir, porque depende das suas necessidades”.
O ministro reafirmou também que a reforma no setor dos transportes vai permitir salvar “milhares de postos de trabalho” e também argumentou que a nova lei da concorrência dá “mais músculo” ao Executivo. “Se não atacarmos os problemas destas empresas faremos com que elas vão à falência e vamos perder milhares de postos de trabalho. Portanto, a reestruturação do setor empresarial do Estado e do setor dos transportes é vital”.
No que respeita a privatização da TAP, Santos Pereira não quis adiantar pormenores, dizendo apenas que a companhia aérea “será privatizada brevemente” e que além da preocupação do Governo no sentido de que continue a ser uma empresa de bandeira, “o ‘hub’ tem de ficar em Lisboa”.

