Um novo estudo da Murdoch University concluiu que os Baby boomers podem ser um fator decisivo para melhorar a sustentabilidade das empresas.
A investigação, intitulada “Does Older Mean Better? Analyses of Boards’ Influence on Sustainability Performance” e publicada na revista Business Strategy and the Environment, analisou se a composição geracional dos conselhos de administração influencia o desempenho das empresas em matéria de sustentabilidade.
O estudo avaliou dados de 2.162 empresas cotadas nos Estados Unidos da América (EUA), tendo em conta quatro gerações representadas nos conselhos: Geração Silenciosa (nascidos antes de 1946), Baby boomers (1946–1964), Geração X (1965–1981) e Millennials (1982–2000).
O desempenho em sustentabilidade foi medido com base em critérios ESG (ambientais, sociais e de governação), recorrendo aos indicadores globais da LSEG, um sistema de avaliação reconhecido internacionalmente.
Os resultados mostraram que os conselhos com maior presença de Baby boomers apresentam melhor desempenho em sustentabilidade, enquanto os pertencentes à Geração Silenciosa, à Geração X e os Millennials tendem a demonstrar menor preocupação com estas matérias.
Os investigadores concluíram ainda que os grupos etários mais velhos — Geração Silenciosa e Baby boomers — necessitam de três administradores no conselho para exercer influência efetiva, enquanto a Geração X precisa de dois e os Millennials apenas de um.
O autor principal do estudo, Augustine Donkor, da Murdoch Business School, explicou que os Baby boomers trazem para os conselhos de administração uma combinação única de vasta experiência, visão de longo prazo e uma abordagem orientada para o consenso, o que favorece decisões colaborativas.
“Se as empresas querem reforçar o seu desempenho em sustentabilidade, ter Baby Boomers no conselho de administração é uma decisão inteligente”, afirma o responsável, enfatizando que a presença desta geração em momentos de tomada de decisão “pode inclinar a balança para decisões que protegem simultaneamente o planeta e o sucesso da empresa a longo prazo”.
“No final, a diversidade geracional acrescenta valor, mas a nossa investigação mostra que os Baby Boomers são essenciais para orientar as empresas rumo a um impacto ambiental e social duradouro”, terminou o autor do estudo.

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