Em 2025, a recolha de equipamentos elétricos para reciclagem ultrapassou as 45 mil toneladas, o valor mais alto dos últimos 20 anos, o que corresponde a cerca de 4,5 kg por cidadão.
De acordo com o comunicado de imprensa, em 2024, foram recolhidas e encaminhadas para reciclagem 36.383 toneladas, pelo que o valor de 2025 representa um aumento de 26%.
As recolhas próprias, realizadas nos locais diretamente geridos pelo Electrão, corresponderam a 84% do total enviado para reciclagem e mantiveram a tendência de crescimento desde 2019: nesse ano, a rede própria recolheu cerca de 13 mil toneladas e, em 2025, ultrapassou as 38 mil toneladas.
“Os resultados de 2025 refletem o nosso investimento contínuo, uma forte aposta em projetos de proximidade e o reforço da nossa capacidade operacional. 2025 foi um ano de pressão adicional, com metas mais exigentes, desafios crescentes e um mercado paralelo que continua a desviar equipamentos que deveriam ser corretamente descontaminados e reciclados. Conseguimos crescer, mas precisamos de continuar a envolver ainda mais portugueses neste desígnio nacional”, salientou o diretor de Elétricos e Pilhas do Electrão, Ricardo Furtado.
Os grandes eletrodomésticos, como máquinas de lavar e secar, continuam a representar a maior fatia do total recolhido. Em 2025, foram encaminhadas para reciclagem 22.909 toneladas desta tipologia, mais 51% do que em 2024.
Segundo a análise, a seguir surgem os pequenos eletrodomésticos, como aspiradores e torradeiras, com 8.554 toneladas, e os equipamentos de regulação de temperatura, como frigoríficos e arcas congeladoras, com 8.129 toneladas.
Os equipamentos de informática e telecomunicações, incluindo telemóveis, totalizaram 3.810 toneladas. Quanto aos ecrãs, foram recolhidas 2.456 toneladas, incluindo 2.180 toneladas de monitores e televisores e 296 toneladas de lâmpadas.
Segundo o eletrão, a expansão da rede de recolha do Electrão ajuda a explicar parte dos resultados. Em 2025, a rede passou a disponibilizar 15.522 locais de recolha, mais 1.919 do que no ano anterior.
“Ainda há muito a fazer para Portugal cumprir as metas de recolha e reciclagem e isso passa por encaminhar para o circuito oficial de reciclagem mais equipamentos, que continuam a ser desviados para o mercado paralelo. O Electrão continua a investir no alargamento da sua rede, promovendo maior proximidade ao cidadão, e a reforçar a informação e a sensibilização para que os equipamentos avariados ou que já não são utilizados sejam entregues nos pontos certos”, sublinhou Ricardo Furtado.
O Electrão enfatizou que mantém o trabalho de triagem e identificação de equipamentos com potencial de reutilização e, em articulação com os parceiros, encaminhou 1.632 toneladas para segunda vida em 2025.

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