Segundo a Agência Financeira, o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Roberto Grilo, lembrou que, atualmente, o fluxo de mercadorias que sai de Portugal e ruma para lá dos Pirenéus “é praticamente nulo”.
O responsável sublinhou a importância da concretização desta ligação ferroviária que aproxime o porto de Sines, “que é a conexão de Portugal com a América e África”, dos mercados de Espanha e resto da Europa.
“Para nós, esta ligação é vital. É uma forma de criar, no espaço da EUROACE, redes nacionais que superam barreiras tecnológicas entre as próprias fronteiras”, permitindo “o desenvolvimento de um eixo ferroviário para mercadorias e para a logística”, realçou.
Roberto Grilo aludiu ainda aos investimentos que “o Governo português tem vindo a fazer, desde 2006, à volta deste eixo” e garantiu que a sua conclusão vai “permitir ligar os portos de Sines, Setúbal e Lisboa” a todo o território da Península Ibérica, “colocando-os ao serviço das empresas portuguesas e até espanholas”.