Mobilidade

Eletrificação acelera nas empresas: Frota de passageiros sobe para 40% em 2025

Eletrificação acelera nas empresas: Frota de passageiros sobe para 40% em 2025 iStock

A frota automóvel empresarial está a eletrificar-se rapidamente: segundo o Car Policy Benchmark 2025, promovido pela Ayvens, a percentagem de veículos de passageiros eletrificados triplicou em três anos, subindo de 13% em 2022 para 40% em 2025.

Em termos absolutos, isto significa que, dos cerca de 10 mil veículos de passageiros analisados no estudo — num universo total de 12 mil viaturas — aproximadamente 4 mil já são 100% elétricos ou híbridos plug-in.

A Ayvens analisou as políticas e práticas de gestão de frota de cerca de 400 empresas, de 11 setores de atividade, com uma frota conjunta de aproximadamente 12 mil veículos e mais de 425 milhões de quilómetros percorridos por ano.

A edição de 2025 do relatório traz como principal novidade um capítulo dedicado à experiência da transição elétrica e mostra um mercado mais estruturado: mais de 96% das empresas já têm políticas de frota formalizadas, com um grau médio de integralidade e abrangência de 75%.

O estudo mostrou também que o TCO tem ganho peso como critério de decisão. Entre 2022 e 2025, a utilização desta metodologia subiu de 73% para 83% das empresas, com maior expressão nas frotas de maior dimensão, embora 80% das frotas mais pequenas já recorram igualmente a este indicador. Ao mesmo tempo, cresce a corresponsabilização dos colaboradores em custos como os seguros, com este índice a passar de 29% para 33%.

“Num contexto empresarial cada vez mais orientado para a sustentabilidade e para a eficiência, o Car Policy Benchmark 2025 reforça a importância estratégica da gestão da frota. Este estudo mostra um mercado em clara evolução, mais profissional, mais estruturado e mais preparado para a transição elétrica”, destacou António Oliveira Martins, Diretor-geral da Ayvens Portugal.

Também ao nível da utilização dos veículos se registam mudanças, enfatizou a análise. A duração média dos contratos aumentou de 47 meses, em 2022, para 51 meses, em 2025, refletindo a aposta das empresas em prazos mais longos para aceder a rendas mais competitivas.

Atualmente, 31% das organizações já contratam por cinco anos ou mais, quando em 2022 eram apenas 9%. Em paralelo, o renting continua a integrar mais serviços: desde 2022, a concentração média de serviços passou de 78% para 81%, com destaque para veículos de substituição, seguros e seguros de recondicionamento.

De acordo com o relatório, o índice de eletrificação subiu de 45% em 2022 para 52% em 2025, refletindo uma maior preparação das empresas para a transição e uma consciência mais clara das oportunidades associadas à mobilidade elétrica. Entre os vários fatores avaliados, as considerações de custo surgem como a dimensão mais valorizada, com 74%, enquanto o impacto da transição nos condutores continua a ser o aspeto menos pontuado, com 32%.

O inquérito a condutores reuniu mais de 3 mil participantes, que percorrem em média menos de 28 mil quilómetros por ano. Atualmente, 38% já conduzem veículos eletrificados, acima dos 17% registados em 2022.

Deste total, 25% utilizam veículos 100% elétricos e 13% híbridos plug-in. Entre os principais obstáculos à transição surgem a autonomia dos elétricos, apontada por 31% dos inquiridos, a insuficiência da rede pública de carregamento, referida por 26%, a necessidade de maior planeamento em viagens longas, com 23%, e o investimento inicial mais elevado, com 14%.

Metade dos condutores afirmou estar preparado para passar já para veículos 100% elétricos e 25% admite a transição para híbridos plug-in, o que traduz um potencial adicional de transição de quase 40%.

 

 

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