Sérgio Monteiro, secretário de estado dos Transportes, revelou à rádio TSF que o programa de rescisões amigáveis deverá começar antes de estar concluída a fusão das empresas e afastou a possibilidade de recorrer ao despedimento coletivo, avança o jornal Público.
“Não me passa pela cabeça que tenha de haver um despedimento coletivo”, disse o governante, acrescentando que “já há trabalhadores interessados” nas rescisões por mútuo acordo.
A fusão entre a Carris e o Metro de Lisboa e entre a STCP e o Metro do Porto é uma das medidas previstas no memorando de entendimento assinado com a troika e no próprio Plano Estratégico de Transportes. Em linha com essa intenção, as alterações ao preço dos transportes, anunciadas na sexta-feira passada, visam harmonizar o preço dos passes mensais.
Em Lisboa o passe dos autocarros passa a custar 29 euros (aumento de 1,5 euros), o do Metro passará de 23,80 euros para os 29 euros. Já o passe combinado da Carris e do Metro desaparece dando lugar ao “Navegante”, que permite viajar nesses dois meios de transporte e também no comboio, dentro da coroa urbana de Lisboa, e custará 35 euros.
No Porto, a assinatura mensal dos autocarros mantém-se nos 29 euros, enquanto a assinatura do Metro e do passe “Andante” diminuem 50 cêntimos e passam a custar 36 euros.
Sérgio Monteiro disse ainda que, no segundo semestre deste ano, serão lançados os concursos para as novas concessões, que deverão ser adjudicadas em 2013. “Agora reformulamos a oferta, depois partimos para a reorganização conjunta das empresas e queríamos chegar a 2013 com as novas concessões adjudicadas, seja a privados, seja mantendo as empresas no público”, afirmou.

