Transição energética

Governo vai estudar adaptação da rede elétrica às alterações climáticas

Governo vai estudar adaptação da rede elétrica às alterações climáticas iStock

A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, determinou a realização de um estudo técnico, económico e regulatório para avaliar como o Sistema Elétrico Nacional deve adaptar-se às alterações climáticas.

O estudo, a contratar pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e com prazo máximo de seis meses, vai identificar as zonas críticas mais expostas a incêndios rurais e a fenómenos meteorológicos extremos.

De acordo com o comunicado de imprensa, irá também comparar soluções técnicas para essas áreas, como o reforço de linhas aéreas, enterramento total ou parcial, soluções híbridas e tecnologias de resiliência, avaliando o custo-benefício, o impacto na continuidade do serviço e efeitos na tarifa.

O estudo deverá ainda estimar o investimento necessário, propor ajustes metodológicos aos instrumentos de planeamento — a integrar nos próximos ciclos dos planos de desenvolvimento e investimento das redes de transporte e de distribuição — e apresentar um plano faseado de implementação, com prioridades, calendário indicativo e fontes de financiamento.

A comunicação também sublinhou que a Comissão Europeia reforçou recentemente o financiamento e simplificou regras para investimentos em redes mais resilientes e inteligentes através do Grids Package, Portugal poderá recorrer a fundos europeus para acelerar a modernização necessária da sua infraestrutura elétrica.

Para Maria da Graça Carvalho, o planeamento e desenvolvimento das redes elétricas “têm de garantir a segurança, fiabilidade e a qualidade do serviço” e que “estamos obrigados a adaptar o sistema elétrico às exigências do presente e necessidades do futuro para evitar disrupções de serviço e assegurar a segurança no abastecimento”.

O comunicado também avançou que o Governo concluiu a revisão da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas (ENAAC 2030) que, após consulta pública, seguirá agora o processo normal de aprovação legislativa.

Segundo o Governo, este passo reforça a resposta do país aos impactos das alterações climáticas, incluindo no planeamento e proteção das infraestruturas energéticas.

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