Pessoas

Valorizar

Valorizar ©Rodrigo Cabrita

Nunca a palavra valorização fez tanto sentido. O desafio das empresas em transformar recursos, desde os materiais aos humanos, em valor, começa a estar no foco dos negócios. E se na parte da equação resíduos/subprodutos/recursos a I&D é a força motora para fazer escalar projetos de circularidade, quando falamos de Pessoas, a valorização é uma questão necessariamente mais complexa. Na era das políticas DEI, falar de diversidade, equidade e inclusão passou a ser mandatório e chega a roçar um novo washing. Mas a verdade é que o S do ESG assume uma importância que vai direta aos números. Um estudo recente da consultora McKinsey, Diversity Matters, revela que empresas com equipas culturalmente diversas têm 39% maior probabilidade de superar a concorrência e apresentam margens de lucro 9% superiores em relação às empresas menos diversas. De igual modo, empresas onde a representatividade de mulheres é superior a 30% são significativamente mais propensas a superarem financeiramente aquelas onde esta representatividade é menor.
Ou seja, diversidade de género e multiculturalidade são dois pilares essenciais para o sucesso e rentabilidade das empresas. Só que gerir caldeirões culturais e étnicos, equipas com perfis neurodiversos ou incapacidades físicas é extremamente desafiador para as organizações e para os seus líderes. O que nos leva à eterna questão da necessidade da capacitação e conhecimento para gerir pessoas nestes contextos, um fator que pode fazer a diferença entre uma integração valiosa… ou um pequeno desastre.
Nesta edição, onde dedicamos uma parte substancial ao tema Pessoas, refletimos sobre aprendizagem, liderança, diversidade, mas também sobre ecoansiedade, o medo crónico da degradação ambiental face à emergência climática. Porque ajudar os colaboradores a incorporar e viver os valores ESG nas organizações é decisivo para o sucesso!
É frustrante perceber que há mais capacidade das empresas de entender e implementar medidas de transição climática do que da generalidade dos Governos. A COP continua a ser um clube de senhores engravatados a picar o ponto nos temas do clima, com um baixíssimo nível de compromisso. Uma perda de tempo e de recursos.

 

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