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e-Commerce: Preço do transporte não pode descer

e-Commerce: Preço do transporte não pode descer

Em Portugal, o potencial de crescimento do comércio eletrónico é grande e os operadores logísticos sabem-no. Todos estão a transferir o seu know-how do B2B para este negócio. Todos estão a criar soluções para garantir fiabilidade e concretizar as entregas à primeira tentativa, a maior dificuldade do negócio. Todos estão de acordo que a oportunidade é grande mas, alertam, não há espaço para baixar mais o preço do transporte.

Estas foram as principais conclusões do Fórum Transportes e Logística que debateu o papel da logística e dos transportes no desenvolvimento do comércio eletrónico, realizado ontem, quarta-feira dia 23, durante o E-Show, em Lisboa no qual participaram responsáveis da CTT Expresso (Sandra Henriques, Directora Comercial), Chronopost Portugal (Américo Mendes, Director Geral Adjunto Business), DHL Express (Jorge Oliveira, Director de Marketing & Vendas) , Nacex (João Jales, Director Negócio Portugal) e Seur (Daniel Gamado, Director Comercial). A mesa redonda foi moderada por Filipe Gil, diretor editorial da LOGÍSTICA & TRANSPORTES HOJE.

Os responsáveis confirmaram a “grande oportunidade de negócio” em que o B2C se tornou: o crescimento a dois dígitos do B2C compensa as perdas sofridas no B2B, um mercado mais maduro e afetado pela crise.

Às entregas em casa criam-se alternativas, como a rede “Pick Me”, que a Chronopost Portugal criou no final de 2010. Ou a parceria que a CTT Expresso recentemente encetou com a Sonae e que permite utilizar as lojas Worten como pontos de entrega e levantamento de mercadorias. Nestas redes, a concentração de encomendas por loja torna o custo da entrega mais baixo para os operadores e a taxa de não entrega diminui.

É que encontrar os clientes em casa e concretizar as entregas à primeira tentativa é a maior dificuldade deste negócio. E os custos associados aos esforços posteriores acabam por ser suportados pelos operadores logísticos. “Quanto maior é o índice de não-entrega maior é o prejuízo para a empresa de transporte, pois não conseguimos fazer refletir no retalhista os custos da não-entrega”, deixou claro João Jales, da Nacex.

Para reduzir custos, todos os operadores estão a investir em sistemas informáticos que garantem um contacto o mais personalizado possível com o cliente final. Sistemas de pré-alerta na véspera e alerta no próprio dia, e-mails e contactos telefónicos, possibilidade de aceder a informação sobre o estado da encomenda e de pagar com Multibanco nas compras contrarreembolso são facilidades cada vez mais comuns.

Porque é preciso facilitar a vida ao cliente e transmitir-lhe confiança e segurança no comércio eletrónico, concordam os operadores. Mas esperam não ter de vir a baixar mais ainda os preços de transporte, sob pretexto de potenciar as vendas online. “Estamos abaixo da linha de água”, desabafou Daniel Gamado, da Seur. 

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