A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) movimentou em 2015 cerca de 15,6 milhões de toneladas de cargas diversas, uma quebra de 19,17% em volume face ao período homólogo. De acordo com a publicação África 21 Digital, a tendência de quebra no porto moçambicano pode ser explicada pelas “difíceis condições vividas nos mercados internacionais, com uma descida acentuada dos preços das commodities em comparação com anos anteriores.”
Segundo a publicação, as maiores perdas em volume registaram-se no carvão e magnetite, mas também no terminal de viaturas e no açúcar. Para combater a quebra no movimento de mercadorias, o Porto de Maputo colocou em marcha, em 2015, uma estratégia de diversificação dos seus mercados, mantendo o seu investimento no programa de expansão portuária que tem vindo a levar a cabo ao longo dos últimos anos.
“O objetivo de alcançar uma capacidade de movimentação de 40 milhões de toneladas até ao final da concessão (em 2043) mantém-se”, referiu o diretor-executivo da MPDC, Osório Lucas.
Em 2016, o principal foco do porto de Moçambique será o aprofundamento do canal de acesso ao porto para os 14,2 metros, o que permitirá reduzir os custos para as linhas de navegação.

