Os portos comerciais do Continente movimentaram cerca de 87 milhões de toneladas de mercadorias em 2018, uma quebra de 2,5% face a 2017, com o porto de Sines a liderar a movimentação de mercadorias com uma quota de 50,9%. De acordo com a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, “no ano de 2018, no âmbito do comércio internacional, foi realizado um tráfego de mercadorias de 102 milhões de toneladas, equivalente a 133 mil milhões de euros, cabendo ao transporte marítimo uma quota de 57% da tonelagem e de 29% do valor.”
“Segundo os dados apurados pela AMT, no ano de 2018 foram movimentadas, pelos diversos modos de transporte (nomeadamente marítimo, rodoviário, ferroviário e aéreo), cerca de 252,4 milhões de toneladas de mercadorias em termos de peso líquido, um valor inferior em 1,2% ao volume registado no ano anterior, tendo o tráfego nacional sido responsável por 58,5%, e o tráfego internacional por 41,5%”, diz a AMT.
“A movimentação deste volume de carga foi efetuada maioritariamente em tráfego rodoviário, ao qual são respeitantes 62,5% do total (correspondente a 89,9% do tráfego nacional e 23,9% do tráfego internacional). O transporte marítimo foi responsável por 33,2% (4,4% no tráfego nacional e 73,8% no tráfego internacional)”, acrescenta.
Considerando apenas o tráfego efetuado pelo conjunto dos portos comerciais do Continente, assinala-se um movimento total de quase 87 milhões de toneladas de mercadorias, valor inferior em -2,5% ao registado em 2017. “Este desempenho global decorre do comportamento negativo registado na maioria dos portos, onde apenas Aveiro, Setúbal e Faro observaram uma variação positiva, com acréscimos de, respetivamente, +9,2%, +12,7% e +71,3%. Dos portos com variações negativas face a 2017, destacam-se Lisboa, com -6,8%, Leixões, com -2,4%, e Sines, com -4,6%, sendo estes dois últimos particularmente influenciados pela quebra da importação de Granéis Líquidos, onde o Petróleo Bruto detém especial significado. Em termos de quotas globais, destaca-se o porto de Sines cujo movimento representa 50,9%, seguindo-se Leixões e Lisboa com 20,3% e 11,9%, respetivamente”, refere ainda a Autoridade da Mobilidade e do Transportes.
O transporte marítimo de mercadorias movimentadas nos portos do Continente em 2018 foi assegurado por operadores de cerca de 62 nacionalidades distintas, sendo que no tráfego internacional o maior volume foi afeto à Suíça, com uma quota de 29,7%, seguindo-se a Holanda e a Grécia com 8,3% e 8%, respetivamente.

