Biodiversidade

Cientistas alertam para “aumento alarmante” de ondas de calor marinhas

iStock

Uma equipa de cientistas, composta por biólogos marinhos, geocientistas, especialistas em oceanos e alterações climáticas, parceiros de várias instituições científicas na Austrália e no Reino Unido, alertaram para os perigos do “aumento alarmante” do número de ondas de calor marinhas nos últimos anos.

Num artigo, publicado na revista Nature Climate Change, os investigadores sublinharam que as ondas de calor estão a afetar negativamente os processos oceânicos, a vida do oceano nas regiões afetadas, assim como as comunidades costeiras, que podem sofrer significativas consequências económicas.

Neste âmbito, a equipa de cientistas observou que o número dessas ondas de calor entre 2023 e 2024 foi 240% maior do que em qualquer outro ano com dados registados, salientando que, “quanto mais frequentemente essas ondas de calor ocorrem, mais difícil será para as áreas afetadas recuperarem”.

Nos últimos anos, a comunidade científica tem vindo a destacar “o número crescente” de ondas de calor marinhas em todos os oceanos do mundo, com certas regiões a experimentam temperaturas acima da média durante um período “anormalmente longo”.

Os cientistas também sublinharem que este fenómeno está associado à criação de tempestades no mar, que podem causar danos quando chegam a terra. Além disso, as temperaturas anormalmente altas da água podem também levar a que golfinhos e baleias, e outros mamíferos de grande porte, nadem mais perto da costa do que o normal e acabem por ficar encalhados.

Os cientistas dão ainda como exemplo, o facto de as ondas de calor estarem também a eliminar milhões de mexilhões, que não podem se mover para águas mais frias, assim como têm prejudicado os recifes de coral, levando ao seu branqueamento, degradação ou morte, o que, por sua vez, leva à perda de ecossistemas e à morte de animais marinhos, sublinham os investigadores.

A equipa sugeriu algumas ações que os grupos de conservação e proteção da natureza podem concretizar para salvar algumas das criaturas marinhas em risco, mas “apesar dos avisos, as intervenções têm sido limitadas”.

“Em última análise, a única solução real é pararmos de gerar gases com efeito de estufa para que a nossa atmosfera arrefeça e a temperatura do planeta diminua”, concluem.

 

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