Portos

2015 foi “ano recorde” para os portos nacionais

Estabilização da cadeia de abastecimento só deve acontecer em 2024

O volume de carga movimentada nos principais portos comerciais nacionais do Continente atingiu os 88,9 milhões de toneladas, um crescimento de 7,5% face ao ano anterior. De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira (22 de fevereiro) pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, este é o valor mais elevado de sempre e foi impulsionado, sobretudo, pelos portos de Sines, Leixões e Aveiro.

“Este aumento global de 7,5% resulta do crescimento do tráfego em Sines, com mais de 17%, conjugado com os aumentos registados nos portos de Leixões e Aveiro, ambos de +3,7%, e com as reduções de tráfego observadas nos restantes portos, destacando-se o porto da Figueira da Foz com -7,8%, o de Setúbal com -7%, o de Viana do Castelo com -6% e o de Lisboa com – 2,3%”, indica a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes.

Sines foi o porto que registou um maior volume de carga movimentada, com 49,5% do total nacional, “assumindo particular relevância o segmento do mercado de Granéis Líquidos (65,9%), por efeito da importação de Petróleo Bruto para a refinaria da Galp Energia.” O porto de Leixões, por sua vez, destacou-se como o segundo com maior volume de carga movimentada, com 21,1%, seguindo-se o de Lisboa com 13% e o de Setúbal com 8,4%.

“O ano de 2015 marca também o mercado de contentores, que apresenta o valor mais elevado de sempre, registando um volume de cerca de 2,58 milhões de TEU, mais 2,5% relativamente a 2014. Este crescimento é verificado sobretudo nos portos de Sines, Setúbal e Figueira da Foz, que apresentam um aumento de 8,5%, 17,7% e 17,6%, respetivamente. Os portos de Leixões e Lisboa registam uma quebra de -6,4% e -4,1%, respetivamente”, acrescenta.

Já no que diz respeito às escalas de navios, os portos em análise registaram em 2015 um total de 10 710 escalas, mais 2,2 pontos percentuais do que no período homólogo, o que corresponde a uma arqueação de 190,4 milhões de GT, um aumento de 10,2% comparativamente ao ano transato.

“O volume global de GT é assim o mais elevado de sempre e verifica-se nos portos de Sines, Lisboa, Aveiro, Douro e Leixões, com variações positivas entre os 5,9% e os 14%. O porto de Figueira da Foz foi o único a registar quebra na GT dos navios, com uma diminuição de 8%.”

Não perca informação: Subscreva as nossas Newsletters

Subscrever