DB Schenker mais próxima das PME

DB Schenker mais próxima das PME

Nove milhões de euros foi o valor investido pela DB Schenker no novo centro logístico de 14 mil metros quadrados em Vila do Conde. O grande objetivo foi centralizar todas as atividades logísticas do norte num único espaço, o que permite, acima de tudo, ganhar competitividade, indica a empresa. Em entrevista à LOGISTICA & TRANSPORTES HOJE, Luís Marques, Diretor do centro logístico Norte da DB Schenker, adianta que este novo espaço vem trazer novas soluções para as PME.

Quais as expectativas da DB Schenker em relação a este novo investimento e que impacto terá no grupo?

Este investimento foi fruto de uma necessidade clara que identificamos em termos de infraestruturas porque estávamos a ser solicitados pelos nossos clientes para garantir serviços que a estrutura anterior não conseguia operacionalizar. Por outro lado, perdiamos tempo e para quem trabalha em logística este é um aspeto fundamental em termos de competitividade. Neste momento, temos um único espaço numas instalações feitas à medida e passámos a ser mais competitivos.

Como vê a casa-mãe o desempenho da empresa em Portugal?

Julgo que com bastante satisfação. Sabemos que este investimento só foi possível pelo valor que foi (nove milhões de euros) precisamente porque estávamos numa altura em que os operadores económicos, nomeadamente os ligados à construção civil, estavam com menos obras em mãos.

Que serviços oferecem?

À exceção do frio, para o qual não estamos capacitados, oferecemos todos os serviços que um operador logístico de primeira linha como a DB Schenker oferece. E vamos um pouco mais longe com este novo terminal, para além de oferecermos os serviços de transporte internacional, importação e exportação, e de distribuição capilar, temos também o serviço de transporte doméstico. Para além de todas as valências normalmente associadas a uma operação logística. Além disso, estamos a especializar-nos, desde há alguns anos, em serviços de valor acrescentado, nomeadamente na área da eletrónica. Este terminal foi pensado não como um terminal da DB Schenker, mas como um centro logístico para a comunidade logística e demais operadores económicos. Pegámos  no conceito que existe de ninhos de empresas e transportámo-lo  para um conceito mais industrial. Aqui podemos ter clientes dentro de portas, ou seja, sempre que os clientes queiram ter um espaço junto da sua mercadoria, podem tê-lo. Temos salas para a criação de showrooms ou, numa perspetiva mais industrial, para estarmos próximos de linhas de pré-montagem. É o centro logístico da DB Schenker sim, mas não exclusivamente para a DB Schenker.

Dentro do vosso leque de clientes, há algum setor em maior destaque?

A DB Schenker é bastante eclética, ou seja, tocamos em todas as áreas. Efetivamente tem existido uma especialização no âmbito da eletrónica e do automotive. Mas estamos a norte de Portugal e não nos podemos esquecer das pequenas e médias empresas (PME), felizmente muitas delas cada vez maiores, como na indústria do têxtil e na indústria do calçado.

Como tem corrido o último ano?

Temos consciência das dificuldades que o país está a passar, mas em dois anos de recessão, como foram 2012 e 2013, a DB Schenker conseguiu manter os seus níveis de produtividade e de retorno, o que é sempre saudável. Estamos em contraciclo porque garantimos, ainda que residualmente, níveis de crescimento. Isto quando o país não os apresenta.Esperamos para 2014 um aumento de faturação que andará entre os 3 e os 6% em relação ao ano passado.

Com que volume de negócios fecharam 2013? 

Sensivelmente com 90 milhões de euros.

Leia a entrevista na íntegra no edição de julho/agosto da LOGÍSTICA & TRANSPORTES HOJE

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