Europa tem nova estratégia para o crescimento azul

Europa tem nova estratégia para o crescimento azul

Maria Damanaki, comissária europeia dos assuntos marítimos e das pescas, apresentará, a 28 de novembro, em Lisboa, uma nova estratégia marítima para o crescimento e o emprego na zona do Atlântico, que acaba de ser adotada pela Comissão Europeia. A estratégia será aplicada através de um plano de ação em 2013. 

“A Europa precisa urgentemente de novas vertentes de crescimento inteligente, sustentável e inclusivo a longo prazo no quadro de uma nova ‘economia azul’ com baixo teor de carbono. As indústrias marítimas emergentes têm todas as hipóteses de se tornarem um dos pilares da estratégia Europa 2020 para o crescimento e o emprego. A plataforma de colaboração proposta pela nossa política marítima integrada pode contribuir para tornar a região do Atlântico conhecida a nível internacional pela sua excelência marítima”, declara a comissária Maria Damanaki.

A Comissão promoverá o desenvolvimento deste plano de ação através de uma série de seminários e grupos de discussão, que estarão abertos a um amplo leque de participantes e serão designados por Fórum do Atlântico. A nova estratégia foi elaborada ao abrigo da política marítima integrada da UE e vem no seguimento de estratégias semelhantes para o mar Báltico, o oceano Ártico e o mar Mediterrâneo.

 

Grande potencial do Atlântico

O oceano Atlântico tem um elevado potencial de energia eólica, energia das ondas e das marés. Estima-se que, em 2020, cerca de 20 % da capacidade eólica offshore da Europa se encontre na região do Atlântico. A extração mineira nos fundos marinhos pode contribuir para satisfazer uma parte da procura de matérias-primas da UE. A aquicultura offshore é um setor promissor, sendo um terço de todos os peixes capturados pela frota de pesca da UE desembarcado em portos do Atlântico.

Porém, a maior parte destas possibilidades são ainda embrionárias e requerem estímulos para se tornarem indústrias autossuficientes. É aí que as autoridades públicas e as outras partes interessadas da região têm um papel a desempenhar, podendo a UE ajudar a garantir as sinergias a nível transnacional. Muito já está a ser feito, mas estas ações devem ser racionalizadas e reforçadas através de uma utilização eficiente dos fundos da UE atuais e futuros.

Assim, o ordenamento do espaço marítimo pode dinamizar a aquicultura, uma vez que proporciona aos investidores uma maior segurança jurídica e evita os conflitos em torno do espaço marinho.

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