“Esta é a última hipótese que nós temos de acedermos a dinheiro do Fundo de Coesão e de nos ligarmos às atividades centrais da Europa. Temos de superar estas distâncias. Se não soubermos usar estes dinheiros, eles [Comissão Europeia] passarão para as outras redes [de energia e de telecomunicações] “, defendeu esta semana José Laranjeira Anselmo, responsável da Direcção-Geral de Mobilidade e Transportes (DG-MOVE) da Comissão Europeia, numa sessão pública de esclarecimento sobre o convite lançado por Bruxelas aos Estados-membros para apresentar projetos a este envelope financeiro.
Segundo a Associação dos Portos de Portugal, até 2020, a União Europeia deverá disponibilizar um pacote financeiro de 26,3 mil milhões de euros para a rede transeuropeia de transportes, dos quais 14,9 mil milhões de euros são provenientes de fundos ‘não coesão’.
“Para Portugal, está prevista a alocação de 1200 milhões de euros do fundo de Coesão, cofinanciados pela União Europeia a 85%, e mais 500 milhões de euros provenientes da Rede Transeuropeia de Transportes, cofinanciados entre 25% e 30%. Estas verbas permitem financiar projetos no valor de cerca de três mil milhões de euros”, segundo explicou José Laranjeira Anselmo.

