Os portos nacionais registaram um volume de tráfego total de 33 milhões de toneladas nos primeiros quatro meses deste ano, um crescimento de 12% que, de acordo com a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, representa “a melhor marca de sempre”. O Porto de Sines continua a liderar, com uma quota de 54,9%.
De acordo com os dados agora publicados, o crescimento na movimentação de carga nos portos nacionais nos primeiros quatro meses do ano deve-se, sobretudo, às variações positivas observadas nos portos de Lisboa (+20,7%), Aveiro (+19,2%) e Sines (+16,2%), que se traduzem num acréscimo total de cerca de 3,9 milhões de toneladas (65% das quais têm origem no porto de Sines).
No que diz respeito ao mês de abril, os dados agora publicados mostram que o volume de tráfego portuário do continente registou um crescimento de 9,3% face ao primeiro quadrimestre de 2016.
No primeiro quadrimestre deste ano, o crescimento do tráfego de contentores para o conjunto das operações Lo-Lo e Ro-Ro fixou-se em 26,8%, correspondente a um volume de 662 mil unidades, e em 29,7% no volume de TEU, ultrapassando a marca de um milhão (1,08 milhões TEU) pela primeira vez, desde sempre, num primeiro quadrimestre.
“Este comportamento é determinado essencialmente pelo porto de Sines, cuja quota de mercado, em TEU, ascende a 61,2% (+8,8 pontos percentuais do que no mesmo período de 2016), após ter registado um acréscimo de 51,5%. As operações de transhipment realizadas no porto de Sines são um forte influenciador do tráfego de contentores no sistema portuário nacional, cujo volume registado no período em análise ascendeu a 551,4 mil TEU, um acréscimo de 60,3% face ao período homólogo”, revela a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes.
No período em análise registaram-se 3589 (+3,1% face a 2016) escalas de navios das diversas tipologias, incluindo os navios de cruzeiro, e uma arqueação bruta (GT) global superior a 64,2 milhões (+5,6% face ao período homólogo). O crescimento do número de escalas no conjunto dos portos comerciais resultou principalmente do comportamento registado nos portos de Lisboa (+10,1%), Aveiro (+9%), Figueira da Foz (+8,5%), Viana do Castelo (+5,4%) e Setúbal (+5,3%), sendo negativo em Sines (-2,1%), Douro e Leixões (-2,2%) e Faro (-60,9%). Se considerarmos o volume de arqueação bruta, verificamos que o porto de Sines registou um acréscimo de +6,4% e representa cerca de 49% do total de GT.
Por outro lado, a Carga Geral e os Granéis Líquidos registaram, entre janeiro e abril de 2017, crescimentos de 23,1% e 5,4%, respetivamente. Já a classe dos Granéis Sólidos registou globalmente um acréscimo de 2%, fixando a sua quota de mercado em 20,3%.

