Os valores foram avançados à agência Lusa por fonte da CP, acrescentando que a empresa espanhola vai assim duplicar o valor que já antes pagava, passando a assumir a totalidade dos custos.
“Anteriormente, a ligação tinha custos partilhados, mas a Renfe aceitou a proposta e vai passar a custear o valor total, pelo que a CP vai manter o comboio até Vigo”, acrescentou fonte da empresa pública portuguesa. Disse ainda que o serviço manter-se-á “inalterável, em termos de horários, paragens e preços”.
José Pinto, da Associação dos Utentes dos Comboios (Comboios XXI), garantiu à Lusa tratar-se de uma “boa decisão” mas sublinhou a importância de serem feitas alterações.
“Era a nossa esperança desde o início. Mas não pode ser, como diz a CP, para manter a ligação tal como está. Temos que pedir alternativas para que pelo menos se corte em trinta minutos a duração da viagem até Vigo, de três horas”, apontou.
Desta forma, a associação ComboiosXXI vai manter a realização, sábado à tarde, de uma ação de protesto em Valença, que culminará com uma viagem entre Tui e Porto, naquele que seria, como antes tinha sido anunciado pela CP, o último comboio da ligação internacional à Galiza.
“Será uma reunião de pessoas a pedir para que seja melhorada a linha. Por exemplo, assegurar ligações no Porto e em Vigo com pequenos ajustes dos horários”, explicou.
Para a administração da CP e da Renfe os utentes vão ainda seguir propostas para remodelação e modernização da linha e do serviço, que serve duas regiões com cerca de seis milhões de habitantes.
Esta ação de protesto, que decorrerá na fronteira entre Valença e Tui, conta com o apoio dos membros da Comissão para a Reunificação Nacional da Galiza e Portugal, um grupo criado em 1998 com o objetivo de suscitar a “livre determinação, independência e soberania” da Galiza.

