ANTRAM

Transportes rodoviários de mercadorias em marcha lenta esta quarta-feira

Gustavo Paulo Duarte assume a presidência da ANTRAM

Esta quarta-feira, dia 23 de março, as dois mil empresas associadas da ANTRAM  vão protestar em marcha lenta pelo aumento dos combustíveis inscrito no Orçamento de Estado.

De acordo com informação enviada à redação da LOGÍSTICA & TRANSPORTES HOJE, “as empresas associadas da ANTRAM prometem uma marcha lenta em todo o território nacional, utilizando para isso os cerca de 15 mil camiões de transporte de mercadorias. Em causa está o aumento do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) que compromete a competitividade do setor e, consequentemente, a sobrevivência das empresas e a manutenção dos postos de trabalho.

O comunicado indica ainda que “desde 26 de janeiro, data em que foram conhecidas as medidas do Orçamento de Estado para 2016, que a ANTRAM tem tomado um conjunto de medidas, tendo já reunido por mais que uma vez com o Secretário de Estado do Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade. Uma próxima reunião com o Executivo está agendada para 30 de março, desta feita com o Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, embora a ANTRAM antecipe que a justificação apontada se mantenha e que reside no facto do preço do petróleo estar atualmente em baixa. Acontece que esta baixa se reflete em todos os países. E se em Portugal a carga fiscal for superior, as empresas portugueses deste setor terão necessariamente um custo de produção superior aos demais concorrentes europeus. O Governo já propôs uma majoração do custo com o combustível em 20 por cento (em sede de IRC). Medida que ANTRAM rejeita porque nos termos apresentados não permite atingir o valor que as empresas terão que suportar com o aumento do ISP”.

A ANTRAM reforça a sua posição indicando que “Espanha é o país que mais garante o abastecimento aos transportadores portugueses. Segundo os números mais recentes, cerca de 80 por cento dos camiões nacionais abastecem no país vizinho, sendo que apenas 10 por cento o fazem em Portugal, seguido de França e Alemanha, com 5 por cento cada. Números que revelam a perda que a política de combustíveis em Portugal representa para o Estado”.

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