72% das empresas afirmaram estar a planear investir mais em tecnologias ‘verdes’ em 2025, privilegiando, em particular, o hidrogénio, as energias renováveis, as baterias, a energia nuclear e a captura de carbono. A conclusão é do Research Institute da Capgemini, no âmbito do estudo “Navigating uncertainty with confidence – Investment priorities for 2025”.
As baterias lideram as intenções de investimento na área das tecnologias ‘verdes’ em 2025, com mais da metade dos líderes empresariais a classificá-las entre as suas três primeiras prioridades, sobretudo nos setores industrial e automóvel.
A análise também concluiu que 62% dos gestores de topo em todo o mundo, mais 10 pontos percentuais do que em 2024, referiram que planeiam aumentar os seus orçamentos em mais 10,5% em média na área da sustentabilidade este ano. No ano passado, o aumento previsto situava-se nos 12,2%.
Além das tecnologias ‘verdes’, também o design de produtos sustentáveis, a biodiversidade e a água são projetados como prioridades de investimento em sustentabilidade para este ano.
A investigação destacou o impacto da geopolítica nos investimentos em sustentabilidade, com 65% dos executivos a citá-los como fator negativo para investir. No entanto, em certas situações, os gestores consideraram que a geopolítica pode também servir como um acelerador para estes investimentos. Por exemplo, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, o governo alemão estabeleceu um novo objetivo energético: ter fontes de eletricidade 100% renováveis até 2035, a fim de reduzir a dependência das importações de energia a partir da Rússia.
O estudo refere ainda que as empresas devem aproveitar a sustentabilidade como um fator de valor e incorporá-la em todas as operações, assim como capitalizar os avanços tecnológicos no âmbito sustentável para se alinharem com as expetativas do consumidor e regulamentares.
Além disso, é ainda referida a importância de as empresas se anteciparem e prepararem para alterações regulamentares e incertezas geopolíticas que possam afetar os investimentos em sustentabilidade.
A análise frisa ainda que a colaboração e as parcerias industriais podem garantir matérias-primas e posições na cadeia de valor, enquanto o fabrico avançado e os modelos de negócio circulares necessitam de uma colaboração contínua com reguladores e governos, de forma a sustentar as economias locais.
A investigação inquiriu 2.500 líderes empresariais de 2.500 organizações em 17 países das regiões da América do Norte, da Europa e da Ásia-Pacífico, a operarem em nove indústrias e setores de atividade: automóvel; produtos de consumo; banca e mercados de capitais; seguros; retalho; ciências da vida; telecomunicações, Media e tecnologia de ponta; indústria; e energia e utilities. O estudo decorreu entre 23 de outubro a 20 de novembro de 2024 – metade da amostra foi recolhida antes das eleições nos EUA e metade foi recolhida depois.

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