O Zoomarine Algarve apresentou o Centro Immerso para a Conservação e Investigação Ambiental, um novo projeto estratégico que pretende reforçar o trabalho do parque nas áreas da ciência, conservação, investigação, educação ambiental e ligação ao território.
O projeto foi apresentado durante a cerimónia do 35.º aniversário do Zoomarine Algarve, assinalado na passada sexta-feira, 26 de junho, num evento que contou com representantes institucionais, entidades públicas, parceiros e agentes do setor do turismo.
Na sessão, Tiago Pierotti, diretor executivo do Zoomarine Algarve, recordou a origem do projeto criado por Pedro Lavia e afirmou que o propósito do parque “nunca foi apenas entreter”, mas sim “despertar mentalidades, inspirar comportamentos e criar uma ligação entre as pessoas e o mundo natural”.
O Centro Immerso foi apresentado por João Neves, diretor de Ciência e Conservação do Zoomarine Algarve, como uma infraestrutura polivalente ao serviço da conservação e da investigação ambiental. O novo espaço pretende estruturar e ampliar o trabalho científico e de conservação desenvolvido pelo parque ao longo dos últimos 35 anos.
Com ambição europeia, o centro deverá integrar projetos de conservação, um centro de investigação, uma extensão do atual centro de reabilitação, jardim botânico, Banco de Sementes do Algarve, incubadora de projetos, espaços de coworking, auditório e salas de reunião abertas à comunidade científica, parceiros e território.
“O Immerso não é um projeto paralelo. É a camada mais profunda do Zoomarine, tornada visível, formalizada com rigor científico, escala territorial e ambição europeia”, afirmou João Neves.
A construção do Centro Immerso será desenvolvida por fases. Em 2026, deverá arrancar a infraestrutura Ex-Situ e projetos de conservação ativa, incluindo os projetos Falanges e Caudal, dedicados a espécies ameaçadas e de elevada relevância para a biodiversidade nacional.
Em 2027, está previsto o desenvolvimento do centro de reabilitação, com estruturas técnicas de apoio complementar à reabilitação de fauna marinha. Em 2028, o plano prevê a consolidação do jardim botânico e do Banco de Sementes do Algarve, centrados na preservação da memória genética da flora endémica da região.
A conclusão do projeto está prevista para 2029, altura em que o Zoomarine Algarve espera ter a incubadora de projetos e o centro de investigação em plena operação.
O lançamento do Centro Immerso dá continuidade ao percurso do Zoomarine na área científica e de conservação. Esse trabalho inclui o Porto d’Abrigo, identificado como o primeiro Centro de Reabilitação de Espécies Marinhas em Portugal, e a criação do primeiro Center for Species Survival Behaviour Change do mundo, em parceria com a IUCN Species Survival Commission, dedicado à mudança de comportamento humano no âmbito da conservação.

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