Um estudo divulgado pela Amazon revela que o mercado de bens em segunda mão continua dinâmico e em 2025 deve crescer 1,9 mil milhões de euros.
Segundo o estudo, encomendado pela gigante do comércio eletrónico, e realizado pela CEBR, o mercado tem já uma dimensão de quase 22 mil milhões de euros.
As motivações para compra de produtos em segunda mão são várias: o aumento do custo de vida, os benefícios ambientais de manter os produtos em circulação e a conveniência de os itens em segunda mão estarem disponíveis para compra online, são os fatores decisivos para a opção pelo second hand.
O relatório destacou ainda que 85% dos indivíduos com menos de 34 anos nos cinco países analisados (Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha) compraram itens de segunda mão online, em comparação com 52% de consumidores com mais de 55 anos.
Por outro lado, o relatório alertou que os retalhistas, para se manterem competitivos, precisam superar barreiras como preocupações com as condições dos produtos e a perceção de falta de garantia para os bens adquiridos.
A vice-presidente de lojas da Amazon na UE, Mariangela Marseglia, afirmou que “os clientes estão a procurar ativamente itens de segunda mão numa ampla gama de categorias, de tecnologia e moda a eletrodomésticos. Na Amazon, as vendas de produtos usados ultrapassaram 2 mil milhões na Europa e no Reino Unido em 2024. Revender itens devolvidos não é bom apenas para o planeta e para os negócios, é o que nossos clientes querem”.
Em abril, foi relatado que o crescente apetite do consumidor por produtos usados a preços acessíveis levou o mercado online Vinted a triplicar os seus lucros.
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