A Sonae Arauco aumentou para 41% a incorporação de madeira reciclada em Portugal em 2025, mais 3% do que no ano anterior, alcançando assim um novo recorde.
De acordo com o comunicado de imprensa, o avanço resulta de um crescimento generalizado da atividade com madeira reciclada: em Portugal, os centros de reciclagem do grupo (Ecociclo) reforçaram o abastecimento à unidade industrial de Oliveira do Hospital que, em 2025, passou a incorporar cerca de 80% de madeira reciclada.
Segundo a comunicação, este progresso assenta num plano de investimento de 13 milhões de euros, destinado a reforçar o modelo de bioeconomia circular da empresa, com melhorias tecnológicas nos centros de reciclagem e nas unidades industriais.
Para Nuno Calado, Wood Regulation & Sustainability Manager da Sonae Arauco, “a reciclagem de madeira é um pilar estratégico para a nossa empresa e o aumento contínuo da capacidade de incorporar mais material reciclado, garantindo simultaneamente a qualidade do produto final, demonstra esse compromisso”.
E continua: “no último ano, valorizamos madeira usada equivalente a cerca de dois milhões de árvores, reforçando a economia circular e prolongando a retenção de dióxido de carbono nos nossos produtos”.
O aumento da incorporação de madeira reciclada em Portugal foi sustentado pela forte atividade dos centros de reciclagem da Sonae Arauco, que atingiram um recorde de madeira recuperada e cresceram 10% face ao ano anterior. A rede, gerida pela Ecociclo, integra unidades em Alfena, Seixal e Souselas, e prevê para este ano a abertura de um novo centro em Valença do Minho.
A Sonae Arauco defendeu ainda que a madeira deve ser usada primeiro em aplicações de maior valor acrescentado, prolongando ao máximo o seu ciclo de vida, sublinhando que, apenas quando o material já não tiver condições para reutilização industrial, é que deve ser encaminhado para produção de energia, em linha com o princípio europeu do uso em cascata.
“Num momento em que Portugal avança na descarbonização para cumprir as metas europeias, estamos preocupados com a má utilização da madeira – seja por seguir para aterro ou por ser canalizada diretamente para a produção de energia, mesmo quando reúne condições para integrar enquanto material os produtos que desenvolvemos”, alertou Nuno Calado, enfatizando que “a queima de madeira está associada a emissões significativas de CO₂ e compromete a competitividade de uma indústria, como a nossa, que gera elevado valor económico, ambiental e social para o país”.

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