Consumo Ético

Jerónimo Martins reduziu em 50% a soja de origem desconhecida até 2021

A Jerónimo Martins revelou, no âmbito do seu segundo relatório “Contribuir para um Futuro Positivo para a Floresta”, que conseguiu antecipar, para 2o21, o compromisso de reduzir em 50% a soja de origem desconhecida para 16% do total de soja direta e indireta (esta última presente nas rações dos animais). O objetivo estava inicialmente previsto para 2023. Tal representa uma redução de cerca de 15% face a 2020.

Em comunicado, o grupo retalhista informa ainda que este relatório é produzido no âmbito da Forest Positive Coalition of Action (FP CoA), iniciativa do The Consumer Goods Forum que o Grupo subscreveu em 2019, sendo a única empresa portuguesa entre os seus 21 subscritores.

Destacam-se ainda neste relatório:

  • A utilização de 100% de óleo de palma com certificação RSPO nos produtos de marca própria e perecíveis comercializados nas insígnias de Portugal e Polónia em 2021, à semelhança de 2020;
  • Na Colômbia, 95% do óleo de palma presente nos produtos da Ara é produzido no país;
  • Em 2021, 81% das fibras do papel e da madeira presentes nas embalagens de marca própria e perecíveis eram recicladas, mais 11% do que 2020.
  • 70% das fibras virgens nas embalagens tinham certificação FSC ou PEFC, mais 5% do que em 2020;
  • O Grupo conseguiu mapear a origem de 100% da carne bovina utilizada nos produtos de marca própria e perecíveis pelo menos até ao nível do país de produção;
  • Apenas 0,5% do total de carne bovina utilizada pelo Grupo Jerónimo Martins provém do Brasil.

O relatório nota ainda os projetos em que o grupo está envolvido. Desde 2019 que a Jerónimo Martins está a desenvolver um projeto de recuperação, preservação e valorização da paisagem da Serra do Açor, em Portugal. É esperado que até final de 2022 mais de 570 mil árvores tenham já sido plantadas numa área de 930 hectares.

Já no estado do Mato Grosso (Brasil), em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazónia (IPAM) e a Nestlé, o Grupo pretende criar um modelo de governo local em quatro municípios (Campos de Júlio, Campo Novo de Parecis, Sapezal e Tangará da Serra) e identificar e avaliar os ativos florestais.