Energias Renováveis

Maioria dos novos projetos solares e eólicos serão mais baratos que o carvão

Quase 2/3 dos projetos solares e eólicos construídos em 2020 vão gerar eletricidade mais barata que as centrais a carvão mais baratas

Um relatório da International Renewable Energy Agency (Irena) revela que quase dois terços dos projetos solares e eólicos que foram construídos globalmente no ano passado vão gerar eletricidade mais barata que as centrais a carvão mais baratas do mundo.

A Irena descobriu ainda que a queda do custo de novos parques eólicos e de painéis solares significava que 62% dos novos projetos de energias renováveis poderiam diminuir o custo de até 800 gigawatts (GW) no valor das centrais a carvão, avança o The Guardian.

O custo da energia solar diminuiu 16% no ano passado. Já o das eólicas onshore diminuiu 13% e o das eólicas offshore baixou 9%. Em menos de uma década, o custo da energia solar em larga escala diminuiu mais de 85%, enquanto da eólica onshore caiu quase 56% e a da eólica offshore diminuiu quase 48%.

O diretor-geral da Irena, Francesco La Camera, declarou ao jornal britânico que “hoje as energias renováveis são a fonte de energia mais barata. As renováveis apresentam aos países ligados ao carvão uma agenda economicamente atrativa que garante que vão ao encontro da procura de energia crescente, poupando custos, adicionando emprego, impulsionando o crescimento e cumprindo a ambição climática”.

Outras conclusões

O relatório afirma ainda que a substituição de centenas de centrais a carvão existentes por fontes de energia renováveis não subsidiadas poderia poupar 32,3 mil milhões de dólares (cerca de 27 mil milhões de euros) todos os anos nos custos do sistema energético e evitar cerca de 3 gigatoneladas de CO2 por ano.

A poupança de carbono resultante da eliminação progressiva de 800GW da capacidade de carvão seria o equivalente a diminuir 9% das emissões globais relacionadas com a energia no ano passado, de acordo com a Irena. Também seria equivalente a 20% das poupanças de carbono necessárias até 2030 para ajudar a limitar o aquecimento global a 1,5 graus celsius acima dos níveis pré-industriais.

O relatório da Irena prevê que nos próximos dois anos três quartos dos dos novos projetos solares sejam mais baratos que novos projetos de centrais a carvão, com as eólicas onshore  a serem um quarto mais baratas que as opção de carvão nova mais barata.